Alckmin vê sabotagem em quebra-quebra no Metrô de São Paulo

Por Agência Brasil |

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Governador diz que o acionamento simultâneo de vários botões de emergência indica que ação pode ter sido orquestrada para prejudicar o funcionamento do Metrô

Agência Brasil

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aafirmou nesta quarta-feira (05) que acredita em sabotagem em tumulto provocado por usuários do Metrô, ontem à noite (4), na Linha 3-Vermelha, na ligação leste-oeste. Para ele, foi uma ação de vândalos, que o leva a concluir ter sido uma sabotagem. Ele explicou que a circulação foi interrompida por falha em uma das portas. O problema foi solucionado em dez minutos, mas os serviços acabaram suspensos por cinco horas.

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Tumulto na Estação da Sé na noite desta terça-feira (4), após falha na Estação República, afetando a circulação da Linha 3-Vermelha . Foto: Oslaim Brito/Futura PressSeguranças do Metrô caminham sobre os trilhos na estação da Sé após falha que paralisou a Linha 3-Vermelha. Foto: Oslaim Brito/Futura PressEstação da Barra Funda fechou na noite desta terça, após falha que afetou dez das 18 estações da Linha 3-Vermelha. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

“Foram quase dez botões emergência apertados simultaneamente, e aí descem pessoas na própria linha, que precisa ser imediatamente desenergizada porque toda a eletricidade corre no chamado terceiro trilho. Tirou a energia, para e aí há a depredação. Eu não acredito que essas coisas sejam de geração espontânea. Acho que precisa ser investigado com seriedade”, defendeu ele.

De acordo com o governador, o sistema tem recebido investimentos em melhoria tecnológica de forma permanente. Alckmin lembrou que por dia são transportados um terço da demanda nacional de passageiros só nas linhas do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, somando 8 milhões de pessoas, das quais 5 milhões em viagens no metrô.

Ele informou que uma equipe técnica vai estudar meios para aumentar a segurança do sistema, de forma a evitar a repetição de cenas como as de ontem (4). O governador disse que o plano de apoio entre empresas em situação de emergência, com a colocação de ônibus, não foi acionado porque havia a alternativa dos trens, porque a interrupção ocorreu em um único trecho.

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