SP descarta racionamento até dia 15, mas dará desconto para quem economizar água

Por iG São Paulo |

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Governo espera que chuvas previstas para voltarem na segunda metade de fevereiro melhorem os níveis críticos em que se encontram reservatórios da Grande São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), descartou nesta terça-feira (04), ao menos até as próximas duas semanas, um programa de racionamento de água na Grande São Paulo. A previsão é que a partir de 15 de fevereiro as chuvas voltem ao Estado. Mesmo assim, a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) anunciou um programa de descontos na tarifa para quem economizar água.

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O governador Alckmin em evento nesta terça-feira, em São Paulo

"Entendo que com esta medida tomada e, se nós tivermos chuvas a partir do dia 15, será suficiente. Claro que isso vai depender da resposta da sociedade, que eu acho que é positiva. Veja que nós já tivemos isso em 2004 e houve uma boa resposta", disse Alckmin sobre o programa em que moradores da Grande São Paulo que reduzirem o consumo de água em pelo menos 20%, em um comparativo dos últimos 12 meses (como, por exemplo, de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014) terão direito a um desconto de 30% na conta.

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O benefício terá validade para as contas dos meses de referência de fevereiro a agosto, que chegarão aos consumidores de março a setembro. Para Santana de Parnaíba, a medida será aplicada nos meses de referência de março a agosto, com a chegada da fatura entre abril e setembro.

A medida valerá para residências, comércios e indústrias abastecidos pelo Sistema Cantareira: toda a zona norte e o centro de São Paulo, parte das zonas leste e oeste da capital, Barueri, Caieiras, Carapicuíba, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira, Osasco e Santana de Parnaíba. Em Guarulhos e São Caetano do Sul, também atendidos pelo Cantareira, a distribuição é responsabilidade das prefeituras, que compram água da Sabesp. Caberá, portanto, aos serviços municipais a decisão sobre a concessão ou não do incentivo.

O sistema Cantareira abastece quase 10 milhões de pessoas e se encontra em nível crítico. Os dois últimos meses quebraram recordes de falta de chuva. Desde 1930, quando começou a medição, nunca choveu tão pouco. Em dezembro de 2013 teve 62 milímetros de precipitação, quando a média histórica para os meses de dezembro é de 226 milímetros. Em janeiro de 2014 teve apenas 87,8 milímetros, também o pior índice em 84 anos. A média histórica é de 260 milímetros.

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