Incêndio do Joelma completa 40 anos

Por iG São Paulo |

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Tragédia que matou 191 pessoas no centro da capital paulista foi marco para evolução do Corpo de Bombeiros e das normas de segurança para edificações no Brasil

O maior incêndio da história de São Paulo completa 40 anos neste sábado. Foi em 1º de fevereiro de 1974, uma sexta-feira, que um curto-circuito no sistema de ar condicionado, às 8h55, no décimo segundo andar do edifício Joelma, no centro da capital paulista, deixou 191 mortos e aproximadamente 300 feridos.

Imagens históricas do incêndio do edifício Joelma, no centro de São Paulo, em 1º de fevereiro de 1974. Foto: Divulgação/SP AntigaImagens históricas do incêndio do edifício Joelma, no centro de São Paulo, em 1º de fevereiro de 1974. Foto: Divulgação/SP AntigaImagens históricas do incêndio do edifício Joelma, no centro de São Paulo, em 1º de fevereiro de 1974. Foto: Divulgação/SP AntigaBombeiros em escada magirus trabalham no resgate do incêndio do Joelma. Foto: Divulgação/SP AntigaDiversos helicópteros foram usados na tentativa de resgate das vítimas do Joelma. Foto: Divulgação/SP AntigaImagens históricas do incêndio do edifício Joelma, no centro de São Paulo, em 1º de fevereiro de 1974. Foto: Divulgação/SP AntigaImagens históricas do incêndio do edifício Joelma, no centro de São Paulo, em 1º de fevereiro de 1974. Foto: Divulgação/SP AntigaImagens históricas do incêndio do edifício Joelma, no centro de São Paulo, em 1º de fevereiro de 1974. Foto: Divulgação/SP AntigaEm 1978, o prédio reformado foi rebatizado de edifício Praça da Bandeira. Foto: Adriana Elias/iGLetras que identificavam o edifício Joelma foram retiradas, mas as marcas continuam. Foto: Adriana Elias/iG

Os incêndios do Joelma e do Andraus, também no centro de São Paulo, dois anos antes, foram marco para a evolução do Corpo de Bombeiros na capital paulista, já riscada por arranha-céus, e dos órgãos de fiscalização de prédios da prefeitura. O Departamento de Controle de Uso de Imóveis (Contru), que até hoje atua na prevenção e fiscalização de instalações e sistemas de segurança de edificações do município de São Paulo, foi criado nesta época.

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O edifício Joelma era considerado um prédio comercial moderno, no número 225 da avenida Nove de Julho. Havia sido inaugurado há apenas três anos e alugado para o banco Crefisul.

O curto-circuito que iniciou a tragédia ocorreu no 12º dos 25 andares, um pavimento repleto de sala comerciais com materiais que facilitam a propagação das chamas, como divisórias, cortinas e móveis de madeira.

Em pouco tempo após o início do foco do incêndio, o fogo se alastrou pelo andar e logo atingiu outras partes do prédio. Sem escadas de incêndio e já tomado pela fumaça, a armadilha para os frequentadores do Joelma estava armada. 

Os elevadores até conseguiram levar algumas pessoas para o térreo, mas pelo treze morreram presas dentro de um deles. Quem estava nos andares superiores ao 12º tentou se salvar ao ar livre. Muitos foram para o terraço na esperança de um resgate de helicóptero e outros foram para os parapeitos das janelas. Mas o Joelma não possuia heliponto e as telhas e a fumaça impediam um pouso ou aproximação dos helicópteros que foram deslocados para o resgate.

Em pânico e em busca de socorro, quem conseguiu chegar ao parapeito do prédio começou a pular em desespero - aproximadamente 40 vítimas morreram assim. Algumas se salvaram saltando até a escada magirus dos bombeiros que não conseguia atingir todos os andares. Outros que tentaram pular até a escada mataram vítimas resgatadas e até um bombeiro.

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Aproximadamente uma hora e meia depois do incêndio ter começado, o incêndio já havia sido controlado e todo o material inflamávels do predio consumido. Os resgates continuariam por mais algumas horas e no início da tarde todos os serviços de socorro e resgate foram concluídos. 

Hoje, rebatizado de edifício Praça da Bandeira, é ocupado por salas comerciais e foi diretório político de alguns partidos. Mesmo tanto depois, rumores sobre a ocorrência de fenômenos sobrenaturais nos estacionamentos e escadarias colocam o edifício em um roteiro de lugares mal-assobrados de São Paulo.

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