Organizadores das festas concordaram com restrições. Prefeitura de São Paulo se comprometeu a colocar espaços públicos à disposição do encontro de jovens

Vinte organizadores de rolezinhos fecharam acordo para avisar os shoppings antecipadamente sobre a realização dos encontros e limitar o número de participantes durante reunião ocorrida na quarta-feira (29) com representantes da prefeitura de São Paulo, do Ministério Público Estadual (MPE) e da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

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"O que ficou combinado é que não haverá mais rolezinhos sem a anuência do shoppings", afirmou Sonia Lim, gerente de marketing do shopping Itaquera. O estabelecimento foi palco de repressão policial no início de dezembro de 2013 que acendeu a discussão sobre os encontros e gerou uma série de protestos em todo o País em apoio aos adolescentes. "A gente vai conversar, e vamos ver qual é a necessidade deles e o que a gente consegue oferecer", disse Lim. 

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Na avaliação do secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial Netinho de Paula, os shopping viraram alternativa para os encontros por conta da ação violenta da polícia. os. "Os jovens reclamavam que a Polícia chegava com muita truculência quando eles organizavam coisas nos parques e ruas. E nos shoppings, eles entendiam que não seriam agredidos", afirmou. 

A prefeitura se comprometeu durante a reunião de colocará praças, parques e equipamentos públicos à disposição dos rolezinhos e disse que o Ministério Público Estadual pedirá ao Estado que se responsabilize pela segurança.

"A gente quer se divertir. Queremos parques e música no fim de semana. A gente não quer fazer bagunça no shopping. Nós estamos querendo fazer uma coisa organizada, sem baderna. Quem estiver no nosso meio, nós vamos tirar", declarou Duda Mel, um dos organizadores de rolezinhos na zona norte.

Um dos principais organizadores dos rolezinhos na zona leste, MC Chaveirinho considera que o espaço ajuda a divulgar o trabalho dos funkeiros. "Queremos também mostrar o nosso trabalho. Sou cantor de funk e quero levar a minha música para outras regiões."

O plano para os próximos eventos é incluir ações solidárias, como doação de brinquedos e alimentos e divulgação de campanhas da administração pública, como as de vacinação. "Se a gente tiver os shoppings, a segurança pública, o poder público com a gente, vamos fazer isso com mais qualidade. Um dia buscamos brinquedos, amanhã podemos buscar sangue (para doação)", afirmou Chaveirinho.

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