Na zona leste, apenas 8% apoiam os encontros. Entre jovens de 16 a 24 anos, 70% são contra as reuniões.

A popularidade dos rolezinhos está em baixa na cidade de São Paulo, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na manhã desta quinta-feira (23). O resultado indica que 82% dos paulistanos se dizem contra os encontros de adolescentes marcados pelas redes sociais para ouvir música, paquerar e ostentar roupas caras em shoppings.

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A menor taxa de aprovação vem dos moradores da zona leste, apenas 8%. Entre os jovens de 16 a 24 anos, apenas 18% são a favor e 70%, contra. Foram ouvidos 799 moradores da cidade de São Paulo maiores de 16 anos. A margem de erro é de 4 pontos percentuais.

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Apenas 11% dos entrevistados aprovam os encontros. Os melhores resultados estão entre os mais ricos e mais escolarizados: 16% dos que têm renda familiar superior a dez salários mínimos e 14% dos que terminaram o ensino superior.

Para 77% dos ouvidos pelo Datafolha, o verdadeiro objetivo das reuniões é "provocar tumulto". Só 18% considera que os jovens procuram "apenas se divertir". As correrias promovidas pelos jovens nos centros comerciais incomodam 70% dos entrevistados, as gritarias, 54%, e as aglomerações, 46%. 

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Entre os que têm filhos menores de 25 anos, 83% não concordariam com que eles participassem de um destes eventos.

A tentativa dos centros comerciais de evitar a realização deste eventos com pedidos de liminares na Justiça é apoiada por 80% dos entrevistados. Eles consideram que os "shoppings agem corretamente, pois frequentadores ficam com medo". A intervenção da Polícia Militar tem 73% de aprovação.

A maioria, no entanto, afirma que os "shoppings não têm o direito de escolher frequentadores". São 73%, contra 25% que acreditam que os centros comerciais têm esse direito. A taxa dos que vão ao shopping ao menos uma vez por mês é de 75%.

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