Shopping bloqueou acessos para impedir entrada de ativistas, que alegam também constrangimento ilegal

Agência Brasil

Dez manifestantes que participaram de um ato a favor dos “rolezinhos” e contra o racismo, comandado pela União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora (Uneafro), registraram boletim de ocorrência na 96ª Delegacia de Polícia em São Paulo depois de terem sido impedidos de entrar no Shopping JK Iguatemi em São Paulo.

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O shopping funcionava normalmente até o momento em que os manifestantes chegaram à frente do estabelecimento. Após isso, os acessos foram bloqueados . Alguns ativistas, que não portavam bandeiras nem instrumentos musicais, chegaram a formar uma fila na porta do shopping e pediram aos seguranças autorização para entrar, o que foi negado.

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“Alegamos que houve um crime de constrangimento ilegal e o crime de racismo por parte do shopping. O shopping estava aberto. Depois do ato, as pessoas tentaram entrar individualmente no shopping e foram impedidas de entrar. Majoritariamente, os manifestantes são negros e da periferia. Está caracterizado crime de racismo”, disse o advogado Eliseu Soares Lopez que defende o movimento.

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“Eles não fecharam as portas para a manifestação e para todo mundo. Quando fecharam as portas aqui, eu estava no interior do shopping. E eu pude presenciar com várias pessoas que as pessoas que estavam entrando pela garagem, em seus carros, eles não eram impedidos de entrar”, acrescentou o advogado.

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A manifestação teve apoio de diversos movimentos sociais. De acordo com Lopez, as entidades vão entrar na Justiça com um mandado de segurança contra decisões judiciais que proíbem pessoas de participarem dos rolezinhos, e uma ação contra o Shopping JK.

“Presenciei várias manifestações aqui em São Paulo e eu não vi os shoppings fecharem. Presenciei manifestação dos médicos, todos vestidos de brancos, eu presenciei manifestação diversas próximas a shoppings e não vi fechando”, destacou o advogado.

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Em nota, o Shopping Center JK Iguatemi informa que o estabelecimento não comporta manifestações em seu interior. O centro comercial disse também que respeita manifestações democráticas. “O espaço físico e a operação de um shopping não são planejados para receber qualquer tipo de manifestação. Com o compromisso de garantir a segurança de seus clientes, lojistas e colaboradores, e de acordo com procedimento padrão utilizado em situações semelhantes, o empreendimento interrompeu temporariamente suas atividades neste sábado.”

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