Sobe para 14 número de mortes em Itaóca

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Cerca de 100 famílias estão desalojadas e 19 desabrigadas. Governador decretou estado de calamidade pública

Subiu para 14 o número de vítimas fatais das enchentes que atingiram Itaóca entre a noite do último domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13). Ontem (15) o corpo de Luciano Rodrigues dos Santos, 25 anos, foi encontrado boiando no rio Ribeira de Iguape, no município de Iporanga, vizinho a Itaóca, no Vale do Ribeira. Hoje, o corpo de Diocleciano José da Rocha, de 75 anos, foi localizado a 600 metros do local em que ele foi arrastado pelas águas, no bairro do Lageado. Há pelo menos 100 famílias desalojadas e 19 desabrigadas.

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Três localidades tiveram acesso dificultado pela destruição de pontes

De acordo com a Polícia Civil, outros dois corpos que podem ser de vítimas do temporal estão aguardando identificação. Um deles foi achado boiando no rio Ribeira, próximo de Iporanga.

O bairro Guarda Mão foi o mais afetado pelo transbordamento do rio Palmital, um afluente do rio Ribeira de Iguape que atravessa a pequena cidade de Itaóca, com cerca de 3,2 mil habitantes. E acredita-se que outras vítimas possam também ter sido arrastadas pela força da correnteza para pontos mais distantes de Itaoca.

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Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil continuam com os trabalhos de buscas a 12 desaparecidos. “É um trabalho que, às vezes, é dificultado por alarmes falsos porque os cães farejadores que ajudam nessa tarefa indicam um local onde há mau cheiro e quando as equipes chegam ao ponto indicado veem que na verdade, trata-se de um animal, um cachorro ou um cavalo morto”, explicou Erli Rodrigues Fortes, secretário municipal de agropecuária de Itaoca.

Ele informou que o leito do rio Palmital já voltou ao normal e não há mais pontos de alagamentos, apenas muito sujeita, lama, terra, destroços, pedaços de madeira entre outros objetos deixados pelas inundações. O estado de calamidade pública permanece e foi reconhecido pelo governador Geraldo Alckmin que enviou equipes para auxiliar nos trabalhos em andamento como técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para efetuar a vistoria sobe riscos de novos deslizamentos.

Ainda segundo Erli, a maioria dos desabrigados e desalojados foi para a casa de parentes e amigos.

* Com AE e Agência Brasil

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