Defesa Civil confirma oitava morte por chuva em Itaóca, em São Paulo

Por iG São Paulo |

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Fortes chuvas atingiram a cidade no Alto Ribeira e cheia do rio Palmital invadiu a cidade e deixou rastro de destruição

A Defesa Civil confirmou a oitava morte em decorrência do temporal que atingiu o município de Itaóca, no Alto Ribeira, sudoeste de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (13). Os números estão sendo atualizados à medida que os corpos das pessoas desaparecidas nas enchentes vão sendo encontrados. Há ainda 12 pessoas desaparecidas.

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Entre as vítimas estão duas crianças. Os corpos estão sendo levados para o Instituto Médico Legal de Apiaí. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil mantêm as buscas, apoiadas por três helicópteros da Polícia Militar, até a noite.  O número de feridos ainda não foi confirmado. Pelo menos 100 casas do município de 3 mil habitantes precisaram ser desocupadas

Duas das vítimas estavam num carro que rodou quando passava numa ponte coberta pelas águas do rio Palmital. Várias casas foram arrastadas pela enchente do córrego Guarda Mão. Numa delas estavam outras três vítimas, todas da mesma família. Os moradores de outras casas estão entre os desaparecidos. 

Árvores, carros e trechos de ruas rodaram com a enxurrada. Pelo menos cem moradias na cidade de 3.219 habitantes foram inundadas e parte delas destruída pela cheia do rio Palmital, que corta a área urbana. 

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O prefeito Rafael Rodrigues de Camargo (PSD) decretou estado de calamidade pública. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) chegou à cidade no final da tarde e prometeu ajuda para a reconstrução. Ele permanece na região para acompanhar de perto o resgate e o socorro às vítimas. Duas equipes da Defesa Civil e uma do Instituto Geológico se deslocaram para a área a fim de auxiliar no atendimento aos flagelados e levantar os danos à estrutura urbana.

Serviços meteorológicos registraram até 130 milímetros de chuva num período de seis horas em algumas áreas do município. De acordo com o advogado da prefeitura, Carlos Pereira Barbosa Filho, as chuvas mais intensas ocorreram nas cabeceiras dos rios e de seus afluentes. "Os rios se encheram rapidamente e foram levando tudo, árvores, casas, carros, postes. É como se vê acontecer nas Filipinas", disse.

A sede urbana ficou isolada até o início da tarde, quando máquinas de uma fábrica de cimentos fizeram a remoção de barreiras que obstruíam a rodovia de acesso. O bairro Guarda Mão, o mais atingido, continuava isolado no final da tarde.

* Com Agência Estado

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