Ativistas dizem ter sido presos por seguranças de construtora no Parque Augusta

Por iG São Paulo - Julianna Granjeia | - Atualizada às

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Escritura pública do terreno prevê que o local seja "conservado e preservado" com "servidão de passagem"

Julianna Granjeia/iG São Paulo
Na semana passada, o prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou a lei que cria o parque de 25 mil metros quadrados

Cerca de 15 ativistas foram trancados dentro do do Parque Augusta, na manhã deste domingo (29). Eles culpam seguranças particulares contratados pela construtora Cyrela. Os militantes estavam no parque durante a madrugada quando os portões na esquinas das ruas Caio Prado e Augusta, região central de São Paulo, foram acorrentados.

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Na sexta-feira (27), os seguranças já haviam tentando trancar os portões por duas vezes e foram impedidos pela Polícia Militar, pois, segundo os ativistas -que preferiram não se identificar pois quatro militantes já estão sendo processados pela Cyrela por esbulho possessório -, a escritura pública do terreno prevê um termo de compromisso que exige que o bosque tombado pelo Conresp que existe no local seja "conservado e preservado" com uma "servidão de passagem", que autoriza o uso público.

Após tentativa de novo acordo com os seguranças, sem sucesso, a Polícia Militar foi chamada na tarde de hoje sob a alegação de cárcere privado. A PM orientou aos ativistas que ficaram do lado de fora, sem conseguir entrar no parque, a se dirigirem ao 78º DP para registro da ocorrência.

Na semana passada, o prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou a lei que cria o parque de 25 mil metros quadrados, na esquina das ruas Augusta, Caio Prado e Marquês de Paranaguá. Segundo o decreto, "o referido parque terá como referência atividades relacionadas à prática de atividade física, educação ambiental e preservação da memória paulistana".

O texto, contudo, não informa quando o parque será criado, já que o terreno ainda não foi desapropriado pela prefeitura. De acordo com os ativistas, porém, a sanção da lei revoga a propriedade e mantém apenas a posse pela construtora. A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Cyrela, mas não conseguiu encontrar ninguém para comentar as acusações.

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