Comerciantes precisam regularizar IPTU e concluir reforma; movimento deve voltar ao normal em janeiro

Com capacidade para 4.225 boxes, poucos deles estavam abertos para receber clientes
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Com capacidade para 4.225 boxes, poucos deles estavam abertos para receber clientes

Depois de sete meses fechada para reformas , a tradicional Feira da Madrugada, no Brás, centro de São Paulo, reabriu nesta quinta-feira (19) com poucas lojas e compradores decepcionados. A reabertura foi autorizada ontem pela prefeitura após a expedição do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, atestando a segurança das instalações.

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Agora de concreto, os boxes foram organizados por cores. Os corredores foram alargados, a iluminação e o piso trocados em uma reforma que custou R$ 20 milhões. De acordo com os comerciantes, a movimentação – que já foi de 15 mil pessoas por dia – só deve voltar ao normal no começo do ano que vem, depois que os comerciantes regularizarem o pagamento do IPTU (Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) e assentarem os pisos de suas barracas.

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Dos 4.225 boxes, aproximadamente 2 mil estão aptos a reabrir. O restante aguarda autorização judicial porque alguns comerciantes foram impedidos de administrar mais de uma loja, embora alguns fossem proprietários de até 15 barracas. Outros comerciantes foram expulsos da feira por suposta aquisição irregular do ponto comercial.

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“A gente ainda está se organizando. Muito vendedor precisa trazer sua mercadoria para cá”, avalia Eliane Maria da Silva, de 31 anos, dona de um Box na Ala 20. “Pouca gente sabe que feirinha reabriu.”

Cliente da feira há seis anos, a vendedora de bijuteria Elaine Cristina de Almeida (33) gostou da reforma, mas precisou comprar seus produtos em outro lugar. “Ficou mais bonito, mas como tem pouca loja aberta, a gente precisa andar demais aqui dentro. Então preferi comprar fora. Vou levar minha mercadoria para Bragança Paulista.”

Fernanda se surpreendeu com a feira aberta, mas precisou comprar fora: “Está faltando loja.
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Fernanda se surpreendeu com a feira aberta, mas precisou comprar fora: “Está faltando loja."

Fernanda Ana Espindola (34) chegou no Brás e se surpreendeu com a feira aberta. Ela entrou, pesquisou, mas precisou comprar fora. “Está faltando loja. Mas a aparência ficou bem melhor", disse ela, que vende roupas masculinas em Monte Aprazível, cidade a 600 quilômetros da capital.

A maranhense Raquel Rodrigues (33) vai voltar para o Rio de Janeiro com roupas femininas compradas fora da feirinha. “Espero que as lojas reabram logo. O pior problema da feirinha antes da reforma era encontrar o vendedor porque a divisão era muito ruim. Espero que tenha melhorado.”

O comércio popular na região deve parar de funcionar no dia 23 de dezembro e retomar suas atividades no dia 3 de janeiro.

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