Coronel acusado de participar do Massacre do Carandiru morre em São Paulo

Por Agência Brasil |

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Luiz Nakaharada esperava ser julgado, em separado no processo, por conduta individualizada na morte de cinco detentos no terceiro pavimento do Pavilhão 9

Agência Brasil

Morreu na noite de sábado (14) o coronel da reserva da Polícia Militar Luiz Nakaharada, acusado pela morte de presos na invasão do complexo do Carandiru, em 1992, que terminou com o assassinato de 111 presos, conhecido como Massacre do Carandiru. Nakaharada esperava ser julgado, em separado no processo, por conduta individualizada na morte de cinco detentos no terceiro pavimento (ou segundo andar) do Pavilhão 9 do Carandiru.

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Fachada da Casa de Detenção do Complexo Penitenciário do Carandiru, dois dias após o massacre

A advogada do coronel, Ieda Ribeiro, informou que a causa da morte de Nakaharada foi um infarto, ocorrido às 22h de ontem. O corpo está sendo velado desde as 9h no Cemitério Gethsemani Anhanguera e o enterro está marcado para as 16h.

Dois julgamentos até agora:

Júri condena 25 PMs a 624 anos de prisão por massacre no Carandiru

Júri condena 23 PMs a 156 anos de prisão por massacre no Carandiru

Pela extensão do processo, o Massacre do Carandiru foi dividido em etapas. O primeiro julgamento ocorreu em abril. Na época, os policiais que atuaram no segundo pavimento (primeiro andar) receberam uma pena de 156 anos de reclusão cada um, em regime inicial fechado.

No segundo julgamento, que ocorreu no final de julho, os jurados decidiram condenar os 25 policiais militares que entraram no terceiro pavimento e mataram 52 detentos.

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