Incêndio pode ter deixado 300 famílias desabrigadas, segundo Defesa Civil

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Incêndio em Paraisópolis não deixou vítimas, mas buscas por desaparecidos continua, segundo bombeiros

Um balanço inicial feito pela Defesa Civil estimou que 300 famílias tiveram suas moradias atingidas no incêndio que consumiu casas na comunidade de Paraisópolis, zona sul da capital paulista. No total, cerca de 100 casas, com dois ou três andares, foram atingidas. Equipes estão no local para fazer uma avaliação das casas ao redor para averiguar se precisarão ser interditadas.

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Incêndio atinge a favela de Paraisópolis. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCerca de 300 famílias podem ter ficado desabrigadas por causa do incêndio, segundo Defesa Civil. Foto: Agência BrasilNo total, cerca de 100 casas, com dois ou três andares, foram atingidas. Foto: Agência BrasilIncêndio começou por volta das 4h e, duas horas e meia depois, o fogo já estava controlado. Foto: Agência BrasilBombeiros continuam buscas por possíveis desaparecidos. Foto: Agência Brasil

O incêndio começou por volta das 4h e, duas horas e meia depois, o fogo já estava controlado. Por volta das 9h, os desabrigados ainda aglomeravam-se em frente às casas queimadas. Assistentes sociais da Prefeitura começaram a cadastrar essas pessoas, para que possam receber assistência.

Mais: Incêndio provoca destruição em Paraisópolis

O major do Corpo de Bombeiros Roberto Lago informou que o incêndio não deixou vítimas, mas o trabalho de buscas por possíveis desaparecidos continua. “Precisa de muita cautela. Ninguém informou dar falta de alguém, mas a gente sempre faz uma busca minuciosa”, disse ele.

Segundo Lago, houve dificuldade no início do combate ao incêndio. “A inclinação do terreno é muito desfavorável, o acesso aqui é muito difícil, porque tem muito lixo na rua, muito carro abandonado. Os nossos caminhões são grandes e para passar com eles aqui não foi fácil”, disse. O major informou também que ainda é difícil determinar a causa do fogo.

Ednaldo Lopes da Silva, 39 anos, pedreiro, está entre os desabrigados. Pai de cinco filhos, ele conta que não conseguiu salvar nem os seus documentos. “Acordei com a quentura e os estalos, começou a pipocar. Foi uma correria danada com as crianças”, contou.

Outra moradora que acordou assustada foi Daiane Bezerra Cavalcante, 17 anos, dona de casa. Ela tem um filho de 1 ano e 6 meses e morava há um ano e meio na comunidade com o marido. A casa de Daiane era um barraco de madeira e ela contou que pagava R$ 150 de aluguel. “A gente estava dormindo. A gente acordou com muita gritaria. Quando saímos estava pegando fogo. Só deu tempo de a gente correr, porque o fogo já estava muito avançado”. Daiane conseguiu salvar os documentos e uma televisão.

Lucas da Silva Domingues, 19 anos, desempregado, morava com a esposa e a filha de 1 ano e 9 meses. Ele foi acordado pela vizinha. “Nós acordamos assustados, já tirando as coisas de dentro da casa, pegamos roupas e móveis. Foi a maior adrenalina. Subi para quebrar os canos para a água cair, mas não adiantou nada”, disse ele.

Pedro Raimundo de Campos Junior, 24 anos, ajudante, também acordou com a gritaria. “Estava dormindo e a vizinhança começou a gritar, falou que estava pegando fogo, que era para a gente sair. Quando abrimos a porta já estava tudo pegando fogo, e fomos tirar o que deu: algumas roupas. O resto perdemos. Perdemos geladeira, fogão, micro-ondas, queimou tudo”, disse.

*Com Agência Brasil

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