IPT avalia se auditório do Memorial será demolido ou passará por restauração

Por Agência Estado |

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Primeira visita técnica de avaliação será realizada nesta terça. Três bombeiros feridos no incêndio seguem na UTI

Agência Estado

A Fundação Memorial da América Latina vai contratar o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para avaliar a estrutura do Auditório Simón Bolívar, atingido por um incêndio na tarde de sexta-feira (29). Ambos os órgãos são do governo do Estado de São Paulo. O IPT fará nesta terça-feira (3) a primeira visita técnica para avaliar o edifício.

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Veja imagens do incêndio:

Incêndio atinge Memorial da América Latina. Foto: Futura PressAté o final da tarde, o incêndio não havia sido controlado. Foto: Futura PressMemorial fica na avenida Auro Soares de Moura Andrade, número 664. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressO incêndio foi registrado pela corporação às 14h56. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressIncêndio começou na plateia B do auditório Símon Bolívar. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressAo todo, 27 viaturas foram deslocadas para combater as chamas. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressDois bombeiros são socorridos após trabalhar no combate do incêndio. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressA CET pediu aos motoristas que evitem circular pela região do memoral. Foto: Futura PressCruzamento da avenida Senador Auro Soares de Moura Andrade com a Alameda Olga está bloqueado. Foto: Futura PressAgentes de trânsito da CET estão no local orientando os usuários. Foto: Futura PressIncêndio não altera o funcionamento da estação Barra Funda, da Linha 3-Vermelha do Metrô. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressMemorial difunde a história dos povos latino-americanos às novas gerações de estudantes. Foto: Futura Press

A escolha do IPT foi definida após determinação da Defesa Civil Municipal para que o Memorial fizesse um estudo sobre a segurança do prédio. Após o incêndio, parte da estrutura metálica que sustenta o concreto do teto ficou exposta, de acordo com informações do coronel Jair Paca de Lima, coordenador do órgão da capital.

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O IPT informou que a vistoria de hoje será apenas preliminar, para verificar a abrangência dos danos e mostrar aos técnicos quais equipamentos serão levados ao Memorial para a análise definitiva.

O laudo vai dizer se a estrutura terá de ser demolida ou qual é o tipo de restauração adequado ao edifício. O laudo será apresentado à Subprefeitura da Lapa, zona oeste de São Paulo, que entregou no sábado (30) o auto de interdição do auditório à Fundação Memorial.

Ainda não há um cronograma para as eventuais obras. No entanto, após a conclusão das intervenções, a Defesa Civil deverá fazer uma vistoria e só então o auditório poderá ser aberto novamente ao público.

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Um inquérito policial sobre o caso foi aberto no 23.º Distrito Policial (Perdizes). O laudo da Polícia Científica que vai apontar as causas do acidente deve ficar pronto em 30 dias - o prazo pode ser renovado por igual período. A principal hipótese é de que tenha havido um curto-circuito que provocou as primeiras fagulhas.

Arte

As duas obras de arte mais importantes do auditório que resistiram ao fogo - o painel Agora, do mato-grossense Victor Arruda, e a escultura Pomba, do mineiro Alfredo Ceschiatti, foram vistoriadas ontem por um restaurador contratado pelo Memorial.

Na primeira análise, foram feitas apenas fotos das peças. A dúvida é se as obras poderão ser restauradas no próprio auditório ou se terão de ser removidas. As demais obras que ficavam no auditório - a maioria apenas de valor decorativo - foram retiradas no domingo (1) por técnicos do Memorial. A exceção é a tapeçaria de Tomie Ohtake que decorava as laterais do prédio - a peça realmente foi destruída, como a fundação suspeitava.

Alvará

O impasse sobre a situação legal do Memorial continua. No fim de semana, a Prefeitura de São Paulo informou que o auditório e o restante do complexo projetado por Oscar Niemeyer não tinha alvará de funcionamento desde 1993.

No mesmo dia, além de mostrar o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros atestando a segurança do auditório, o presidente da Fundação Memorial, João Batista de Andrade, disse que a falta do alvará ocorria porque a Prefeitura ainda não havia emitido o documento - chegou a mostrar um ofício assinado pela diretoria do antigo Contru (atualmente a Secretaria Municipal de Licenciamentos) que garantia a segurança do local.

Ontem, a Prefeitura reiterou que faltam documentos para a obtenção do alvará de funcionamento - sem especificar quais não foram apresentados. A ausência dos documentos não impediria o funcionamento do Memorial, porque o processo já existe e as condições de segurança estão comprovadas.

Vítimas

Um dos quatro bombeiros que ficaram feridos durante os trabalhos de combate às chamas do Memorial deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas na segunda-feira (2). Ele permanece em observação, mas agora na enfermaria do hospital.

Três bombeiros, no entanto, continuam na área de tratamento intensivo. Segundo o Corpo de Bombeiros, eles estão estáveis, mas seus quadros ainda exigem atenção. Eles tiveram queimaduras internas nas vias respiratórias, ferimento causado pela inalação de gases muito quentes enquanto estavam no auditório.

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