Cidade brasileira caiu na primeira votação com 13 dos 165 votos. Exposição será em Dubai, nos Emirados Árabes

Com apenas 13 votos, São Paulo foi descartada nesta quarta-feira (27), logo na primeira rodada de votação, em Paris, que definiu a sede da Exposição Mundial 2020 (Expo 2020). Dubai, do Emirados Árabes Unidos, foi a vencedora com 116 votos de um total de 165 eleitores contra 47 para a cidade de Ekaterinburg, na Rússia.

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Essa é a primeira vez que uma cidade do Oriente Médio é escolhida para realizar o evento. Uma multidão de centenas de pessoas se reuniu diante de grandes telões em frente ao Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, em Dubai, para acompanhar a votação.

O governo de Dubai fez um forte lobby para sediar a feira em 2020. O país tentou dar destaque à sua infraestrutura de transportes e diz que as instalações vão ser transformadas depois da Expo em um centro de comércio.

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As exposições mundiais, nas quais os países participantes aproveitam para mostrar seu poder tecnológico, cultura e arquitetura, são realizadas a cada cinco anos, durante um período de seis meses. Milão, na Itália, será a sede da próxima, em 2015.

As feiras são grandes apostas para os potenciais anfitriões, que estão dispostos a despender bilhões em infraestrutura, hotéis, prédios e outros preparativos para atrair milhões de turistas. A China informou ter gasto 4,2 bilhões de dólares quando Xangai sediou a última Exposição Mundial, em 2010, o dobro do que despendeu com os Jogos Olímpicos de Pequim.

Alguns órgãos da mídia chinesa publicaram que o custo real ficou perto de 58 bilhões de dólares, muitas vezes superior ao lucro de 164 milhões de dólares que o governo informou ter obtido, principalmente com a venda de ingressos e acordos patrocinados por corporações. Embora a feira de Xangai tenha atraído o número recorde de 73 milhões de visitantes, nem todos os estandes foram uma grande atração turística.

O número de visitantes à feira de 2000 na cidade alemã de Hannover ficou em menos da metade dos 40 milhões de pessoas esperadas, deixando um déficit de mais de 1 bilhão de euros, de acordo com a mídia da Alemanha.

Mas as feiras ajudam a economia local por causa do grande aumento nos investimentos públicos e por proporcionar ao país anfitrião visibilidade no cenário mundial.

*Com Reuters e AE

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