Gravação mostra casal discutindo sobre sumiço de Joaquim

Por Agência Estado |

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No áudio da PM, a mãe cobra explicações sobre o que o padrasto teria feito com o filho, enquanto ele desconversa

Agência Estado

Os policiais militares que atenderam ao chamado de desaparecimento do menino Joaquim Marques Ponte, no dia 5, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto (SP), gravaram a mãe, Natália Ponte, e o padrasto dele, Guilherme Longo, discutindo sobre o sumiço. Um celular foi posto debaixo de um cobertor sem que eles vissem quando conversavam.

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Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, foi encontrado morto em rio, no interior de SP

Na gravação, Natália cobra explicações sobre o que Longo teria feito com o filho, enquanto ele desconversa. Ela pergunta se o menino não poderia ter saído atrás dele quando foi comprar drogas, mas ele diz que não porque havia fechado o portão. Ela, então, se desespera e começa a gritar, perguntando o que ele fez com o garoto.

O caso

A morte do menino Joaquim causou comoção nacional. Ele ficou desaparecido por cinco dias e teve o corpo encontrado no dia 10 no Rio Pardo, em Barretos, também no interior paulista. Principal suspeito de ter assassinato o garoto, Longo saiu de casa na madrugada do dia 5 de novembro, quando o menino desapareceu.

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A Polícia Civil continua com a tese de que o menino morreu na casa e foi levado e jogado no córrego que passa a 200 metros do imóvel, indo parar no Rio Pardo. Segundo a polícia, Longo é o principal suspeito pela morte da criança. Ele teria usado, para isso, de forma acidental ou premeditada, uma dose excessiva de insulina.

A mãe do garoto e Longo estão presos desde o dia 10, quando o corpo foi encontrado. Em depoimento prestado após ser detida, a mãe mudou a versão sobre o relacionamento com o padrasto e revelou ameaças e conflitos envolvendo a criança.

A defesa de Longo ingressou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O advogado Antônio Carlos de Oliveira alega que o suspeito de matar o menino pode colaborar com as investigações mesmo estando em liberdade. De acordo com Oliveira, não existem provas materiais consistentes contrárias ao cliente.

Na última sexta-feira (22), a Polícia fez a reconstituição da morte do menino. Guilherme Longo participou da simulação, foi xingado por populares e precisou usar um colete à prova de balas. O homem mostrou aos peritos todos os passos que diz ter dado na madrugada do dia 5 deste mês, quando o garoto sumiu.

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