Adesão ao bilhete mensal em São Paulo pode chegar a 861 mil

Por Agência Estado |

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Serviço passa a valer a partir do dia 30; novo cartão permite fazer viagens ilimitadas por preço fixo

Agência Estado

Ao menos 861,7 mil passageiros podem aderir, num primeiro momento, ao Bilhete Único Mensal, que passa a funcionar no dia 30. A projeção, da Prefeitura e do governo de São Paulo, equivale a cerca de 20% dos passageiros que já usam o Bilhete Único. O novo cartão permitirá que o usuário de transporte público da capital paulista faça quantas viagens quiser por um preço fixo, que pode variar de R$ 140 a R$ 230, dependendo do serviço escolhido.

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Tanto a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) quanto à do governador Geraldo Alckmin (PSDB) apostam, principalmente, na adesão de quem hoje usa vale-transporte (VT). Os dados, divulgados nesta quinta-feira (21), em cerimônia que marcou a adesão do governo do Estado ao programa, revelam que, nesse grupo, 543 mil passageiros já fazem mais viagens "acima do valor estipulado" para as três modalidades do Bilhete Único Mensal, de acordo com o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto - são potenciais beneficiários, pois, com o mensal, gastariam menos do que atualmente.

O Bilhete Único Mensal terá três modalidades: a integrada, a R$ 230 por mês, tornará possível o uso de ônibus da São Paulo Transporte (SPTrans), metrô e vans; a de ônibus, válida só nos veículos da SPTrans, e a dos trilhos, exclusiva para as Companhias do Metropolitano (Metrô) e Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) - as duas últimas serão negociadas a um preço de R$ 140. Até a manhã desta quinta-feira, 141 mil usuários já haviam se cadastrado para obter o novo cartão. No caso do vale-transporte - uma responsabilidade do empregador -, até 6% do salário dos funcionários é revertido para pagar a passagem de ida e volta do trabalho. O Bilhete Único atual nessa modalidade permite até quatro viagens num período de duas horas.

"Agora, o empregador vai poder oferecer para o seu empregado um benefício que inexiste", disse Haddad. "Hoje, no vale-transporte, você ganha na exata medida da sua necessidade de se deslocar para o trabalho. Qualquer viagem adicional sai do bolso do trabalhador."

Alckmin mostrou-se otimista com as perspectivas do Bilhete Único Mensal diante do VT: "Acho que o vale-transporte vai ter uma grande adesão, surpreendente. Porque, para quem usa bastante, para o empregador, não vai custar nada a mais, e ele oferecerá ao seu colaborador um grande benefício, sem gastar nada. Quem usa menos vai pressionar o empregador."

Subsídio

O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que não será necessário criar um subsídio para o Metrô para conter a perda de receita com o Bilhete Único Mensal. Fernandes prometeu "redução altíssima de custeio" nas contas da estatal, sem prejuízos aos investimentos.

Ele afirmou ainda que não se preocupa com uma eventual superlotação do sistema, já bastante cheio. Fernandes afirmou acreditar que os passageiros usarão mais o novo benefício em horários em que não costumam utilizar atualmente, como fora do pico e aos fins de semana.

Já o governador de São Paulo disse que a adoção do Bilhete Único Mensal não afetará o preço da tarifa - o Metrô e a CPTM ainda não definiram, como a SPTrans, se manterá o valor da passagem em R$ 3 reais em 2014. No caso da Prefeitura de São Paulo, o subsídio estimado para o transporte público em 2014 será de até R$ 400 milhões por ano.

Estudantes

Benefício assegurado por lei, os estudantes poderão aderir ao Bilhete Único Mensal. Porém, na categoria integrada, não pagará metade dos R$ 230  mensais, e sim R$ 140  - a justificativa é de que esse valor leva em consideração a integração com os sistemas. No futuro, o poder público espera que mais de 2 milhões de passageiros usem uma das três modalidades do Bilhete Único Mensal. 

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