Luisa Mell nega participação em nova invasão do Royal: “a culpa é do governo"

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Para a apresentadora, os métodos não se parecem com o de ativistas: “Acho que os vigias deixaram eles entrar e depois vieram com esse papo”

TViG São Paulo
Luisa participou da primeira invasão do instituto, ocorrida no dia 18 de outubro

A apresentadora e defensora dos direitos dos animais Luisa Mell negou participação na nova invasão ao Instituto Royal, ocorrida na madrugada desta quarta-feira na cidade de São Roque. Na ocasião, um grupo de 40 pessoas encapuzadas rendeu três vigias, pichou muro, depredou carros e libertou camundongos.

Luisa participou da primeira invasão do instituto, ocorrida no dia 18 de outubro, ocasião em que 178 cães da raça beagle e alguns coelhos foram “resgatados”. Na semana passada, o laboratório anunciou o encerramento das atividades por "falta de segurança".

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“Não estou sabendo de nada. Você acaba de me informar”, afirmou a ativista ao ser questionada pelo iG. “A gente estava esperando há muito tempo que o instituto libertasse os camundongos, mas a cada hora inventava-se uma história.”

Agência Brasil
Instituto Royal em São Roque (SP)

Embora não conheça os encapuzados, Luisa tem suas duvidas sobre os novos relatos de depredação. “A gente não quebrou nada quando resgatou os beagles, mas o instituto disse que estava tudo quebrado. Cadê as filmagens? Vocês podem me matar se me virem quebrando alguma coisa.”

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Mais: Instituto Royal encerra atividades em São Paulo

A ativista mal acredita na versão dos vigias, que relataram à polícia episódios de tortura psicológica, como a ameaça de serem incendiados vivos. “Acho que os vigias deixaram eles entrar e depois vieram com esse papo. Entre os ativistas que conheço, nem os mais radicais fariam algo assim. A gente luta pela vida!”

Para Luisa, o verdadeiro culpado tem um nome: “É o poder público! A presidente não deu nenhuma satisfação quando o assunto se tornou uma comoção social. Desse jeito é muito difícil manter a paz.” Luisa diz que sua “luta” agora é política. “Eu estou trabalhando para mudar a lei. Vou para Brasília de novo na semana que vem.”

Questionada sobre o apoio à nova invasão, Luisa disse que é “pacifista, mas a gente vai ficar aguentando até quando? Até agora o governo não fez nada desde que o instituto fechou. Os camundongos permaneciam lá passando fome e sede. O que fazer?”

Nova invasão

De acordo a delegacia, a invasão de hoje aconteceu às 3h. Munidos de facas, alicates e até machados, os invasores renderam três vigias, que, antes de terem os documentos roubados, sofreram a ameaça de serem queimados. O grupo pichou o instituto com as letras “ALF” e depredou três carros e uma moto.

A Polícia Militar foi acionada, mas não havia suspeitos quando a viatura chegou. Até o momento, ninguém foi preso. Portas foram arrombadas para que o grupo tivesse acesso ao local em que eram mantidos ratos e camundongos, que foram soltos, mas não levados.

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