Padrasto da criança deve ser ouvido pela polícia nesta tarde; casal está preso sob suspeita do assassinato

Paulo Henrique Martins de Castro concede coletiva sobre o caso Joaquim
Alfredo Risk/Futura Press
Paulo Henrique Martins de Castro concede coletiva sobre o caso Joaquim

O delegado responsável pelas investigações sobre a morte do menino Joaquim, de 3 anos, afirmou que a reação da mãe, Natália Ponte, mudou depois que ela viu o corpo da criança. “Ela estava tranquila”, afirmou Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP), durante entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira (12). “Após ver o corpo, entrou em choque, chorou”, detalhou o delegado. “Ver o corpo do filho e a prisão podem ter ajudado.“

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Segundo o delegado, Natália passou a colaborar mais com as investigações "de modo mais eficaz". A mãe da criança prestou depoimento à polícia na segunda-feira, mesmo dia em que o corpo de Joaquim foi sepultado. Segundo o delegado, ela esclareceu detalhes "que estavam nebulosos", mas ainda não pode revelar o teor do depoimento. 

Natália Ponte e seu marido, Guilherme Longo, padrasto de Joaquim, tiveram prisão temporária decretada na noite deste domingo (10). Segundo o delegado, eles ainda são considerados os principais suspeitos do caso, mas nenhuma linha de investigação será descartada. A expectativa da polícia é ouvir depoimento do padrasto ainda nesta terça.

O delegado afirmou ainda que a Justiça concedeu a quebra do sigilo dos telefones do casal e de parentes para saber onde eles estavam na madrugada do dia 05 e com quem eles conversaram.

O delegado solicitou para análise a fita que mostra reação de Longo ao ser comunicado de que o corpo de Joaquim havia sido encontrado . "Foi reconhecido? Maravilha. A gente vai dar uma ligada para os advogados para ver o que está acontecendo." O vídeo foi veiculado no domingo (10) pelo programa Fantástico, da TV Globo.

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Martins afirma que a motivação do crime ainda é uma incógnita e que considera a possibilidade de ter sido premeditado. “Há alguns indícios de que tenha sido previamente previsto”.

Ainda não há previsão para o trabalho de reconstituição do caso porque, segundo o delegado, ainda precisam ser coletadas mais provas. 

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