Polícia apura se menino Joaquim recebeu insulina em excesso

Por Agência Estado |

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Polícia descartou hipótese de acidente. Corpo do menino foi enterrado sob aplausos, gritos de revolta e orações

Agência Estado

O corpo do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, foi enterrado pouco depois das 14h30 no Cemitério Municipal de São Joaquim da Barra (SP). Sob forte comoção, a cerimônia foi acompanhada por parentes e populares.

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Arthur Paes, pai de Joaquim, carrega caixão do filho durante enterro nesta segunda-feira (11). Foto: Futura PressA avó materna de Joaquim, Cristina Ponte, durante o velório em São Joaquim da Barra nesta segunda-feira (11). Foto: Futura PressFamiliares, amigos e moradores de São Joaquim da Barra participam do velório do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos. Foto: Alfredo Risk/Futura PressO padrasto de Joaquim, Guilherme Raymo Ponte, foi preso como principal suspeito da morte do menino. Foto: Futura PressOs pais Natália (verde) e Arthur Paes prestam depoimento em Barretos (SP), após policiais encontrarem o corpo do menino Joaquim, de 3 anos. Foto: Alfredo Risk/Futura PressCalça do pijama de Joaquim apreendido pela Polícia. Foto: Futura PressJoaquim Ponte Marques, de 3 anos, estava desaparecido desde a última terça-feira (5). Ele foi encontrado morto no início da tarde do último domingo. Foto: Futura Press

Uma das hipóteses investigadas pela polícia é de que Joaquim, que era diabético e cujo corpo foi encontrado no Rio Pardo, em Barretos (SP), neste domingo (10), teria recebido uma dose excessiva de insulina, o que poderia ter causado a morte, de acordo com o diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 3) João Osinski Júnior. Ele descartou a hipótese de acidente.

A mãe do menino, a psicóloga Natália Ponte, de 29 anos, e o padrasto, Guilherme Longo, de 28, foram impedidos pela Justiça de acompanhar o velório e o enterro. O casal está preso. No velório, alguns dos presentes ensaiaram gritos de revolta, outros bateram palmas e rezaram. Necropsia feita pelo Instituto Médico-Legal (IML) em Barretos comprovou que Joaquim foi jogado morto no Córrego Tanquinho. O pulmão dele não tinha água, o que descarta a possibilidade da morte por afogamento.

Leia também: Mãe e padastro de menino desaparecido são presos em Ribeirão Preto (SP)

Há informações de que Natália estaria presa na cadeia feminina do Jardim Guanabara, em Franca (SP), e, chorando muito, teria dito a algumas detentas que não teria nada a ver com a morte do filho e que a culpa seria do padrasto. A Justiça decretou na noite deste domingo a prisão temporária de Natália e de Longo. O casal ficará preso por 30 dias.

O caso

No domingo, o dono de um rancho localizou o cadáver e chamou o Corpo de Bombeiros. O menino, segundo a versão do casal, sumiu na madrugada de terça-feira (5), de dentro de casa, em Ribeirão Preto (SP), onde estaria dormindo. Na residência, no entanto, não havia marcas de arrombamento. Agora, uma das principais hipóteses é de que Joaquim tenha sido jogado no Córrego Tanquinho, que passa perto de sua casa e deságua no Rio Pardo. Como choveu muito durante a semana, o corpo teria sido levado até Barretos. A polícia quer descobrir a "mecânica do crime" a fim de esclarecer o caso.

Mais: Corpo do menino desaparecido é encontrado em rio de Barretos

Desde o início das buscas, a Polícia Civil concentrava os trabalhos no Rio Pardo. A suspeita aumentou após um cão farejador da polícia apontar que o menino teria ido de sua casa até o córrego na companhia do padrasto. Longo defendeu-se dizendo que sempre ia ao córrego com o garoto e que, por isso, a descoberta não queria dizer nada.

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