'Muita gente queria se jogar', diz morador de prédio incendiado em São Paulo

Por Agência Estado |

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Cerca de 250 portas tiveram que ser arrombadas para acesso das equipes de socorro, segundo bombeiros

Agência Estado

O incêndio de grandes proporções que atingiu uma academia e um prédio residencial no centro de São Paulo na madrugada e manhã desta sexta-feira (8), fez com que 405 moradores deixassem suas casas e causou momentos de pânico entre as vítimas. A presença de diversos estrangeiros no edifício dificultou a comunicação com os bombeiros e parte dos moradores achou que não conseguiria ser resgatada.

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Moradoras choram após incêndio que atingiu prédio no centro de São Paulo. Foto: Marcos Bizzotto/Futura PressCem pessoas receberam atendimento e 30 foram levadas a hospitais da região. Foto: Marcos Bizzotto/Futura PressMoradores usam manta térmica e passam a manhã na calçada após o incêndio. Foto: Marcos Bizzotto/Futura PressChamas consumiram aparelhos da academia recém-inaugurada . Foto: Marcos Bizzotto/Futura PressFachada do prédio após o incêndio. Foto: Marcos Bizzotto/Futura PressBombeiros trabalham no rescaldo na manhã desta sexta (8). Foto: Divulgação/Cobom SPIncêndio provocou interdição em vias da região. Foto: Edu Silva/Futura PressMorador de prédio é atendido pelo Corpo de Bombeiros. Foto: Futura PressLabaredas assustaram moradores da região. Foto: Marcelo CajuiFogo consome prédio no centro de São Paulo. Foto: Marcelo CajuiMoradores de prédios vizinhos desceram para a rua por causa do incêndio. Foto: Marcelo CajuiIncêndio começou por volta da 1h . Foto: Marcelo CajuiVítimas foram levadas ao hospital com intoxicação leve. Foto: Edu Silva/Futura PressSuspeita é que incêndio tenha começado em academia de prédio comercial. Foto: Edu Silva/Futura PressChamas atingiram prédio residencial vizinho. Foto: Edu Silva/Futura PressIncêndio começou nem prédio comercial no Centro de São Paulo. Foto: Edu Silva/Futura Press

"Ao chegar lá embaixo, vimos que muita gente queria se jogar', disse Wilkinson Santana, de 23 anos, que mora há 17 anos no prédio mais afetado. O fogo teria começado no prédio ao lado, comercial, numa academia localizada no térreo. Santana disse que os vizinhos tocaram as campainhas dos apartamentos e gritaram "fogo" pelos corredores.

Ele só teve tempo de acordar os pais, pegar o cachorro Jhony e descer. O resto ficou para trás. "Você vê tudo que construiu a vida toda pegar fogo. Tragédia: é a única palavra que defini o que aconteceu", lamentou.

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O comerciante peruano Marco Antonio Ghuarancca, de 35 anos, também dormia quando as chamas começaram a se propagar. Ghuarancca e os três filhos foram acordados pela mulher, grávida de 8 meses, e só conseguiram descer as escadas até o térreo com a ajuda dos bombeiros. "As crianças estavam chorando. Tivemos muito medo", afirmou ele, há apenas seis meses no apartamento.

Segundo os bombeiros, 250 portas tiveram de ser arrombadas para o acesso das equipes. Sem entender o que se passava, alguns moradores pensaram se tratar de um assalto e permaneceram trancados nos apartamentos. O coordenador da Defesa Civil municipal, Jair Paca de Lima, afirmou que o edifício interditado só será liberado após o proprietário pedir os reparos na edificação.

Assista ao vídeo com imagens do incêndio:

A fiação elétrica e os elevadores foram danificados, assim como as lajes do 6º, 7º e 8º andares. Na edificação ao lado, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua Boticário, os maiores danos foram na academia Smart Fit, que estava vazia. A unidade foi inaugurada nesta semana e a empresa estima um prejuízo de R$ 4 milhões.

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