Homem apontado como mentor de um dos maiores roubos do País é preso

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Encontrado no Bom Retiro, ele é o principal suspeito de planejar a invasão de uma agência bancária na Avenida Paulista em 2011. Seu grupo teria arrombado 170 cofres

O homem apontado como responsável pelo planejamento e execução de um dos maiores roubos a bancos da história do Brasil foi preso na noite desta terça-feira pela Polícia Civil de São Paulo. Em agosto de 2011, João Paulo dos Santos, hoje com 38 anos, teria comandado a invasão de uma agência do Itaú localizada na esquina da Avenida Paulista com a Rua Frei Caneca, centro expandido da capital.

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Deic/Divulgação
Quadrilha é composta por 13 integrantes reconhecidos pelo Deic


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Santos foi encontrado no bairro do Bom Retiro, no centro da cidade. Ele só foi detido depois de trocar tiros com policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Deic/Divulgação
Joias e pedras preciosas recuperadas pelo Deic durante prisão de suspeito (setembro/2011)

Por ser apontado como o orquestrador do roubo, a Secretaria de Segurança Pública estima que o suspeito, se condenado, cumpra pena de 38 anos de prisão, muito acima da sentença recebida na última sexta-feira (1º) por cinco dos 12 suspeitos de participarem do roubo: 18 anos e oito meses de prisão além de multa por roubo e associação criminosa. Cabe recurso.

O crime aconteceu na madrugada do dia 27 para 28 de agosto, um domingo. Para entrar, os criminosos quebraram uma porta de vidro. Dois homens entraram e dominaram um segurança enquanto os outros dez desciam para o subsolo.

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O alarme do banco estava desligado e os ladrões desativaram o botão de pânico que poderia ter sido usado pelo vigilante para alertar a segurança. Ao todo foram 170 cofres arrombados nas 10 horas em que a quadrilha permaneceu na agência. Pela manhã, quando o roubo foi comunicado, policiais militares encontraram maçaricos, serras de diversos tipos, compressores, furadeiras, transformadores e cilindros de oxigênio e acetileno.

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A forma "limpa" como os criminosos agiram, levam a polícia a apontar a quadrilha como especializada no furto de joias. As investigações do Deic supunham que o grupo havia contado com ajuda especializada, incluindo um arrombador de cofres.

Atrasos e polêmicas

O roubo se tornou público apenas oito dias depois, no dia 5 de setembro, e gerou polêmica dentro da Polícia Civil de São Paulo. Uma investigação paralela do caso, iniciada por Ruy Ferraz Fontes, titular do 69° DP, causou mal estar com o Deic.

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Fontes foi afastado do cargo no dia 15 de setembro pelo então secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que determinou a transmissão ao Deic de todas as informações que havia recolhido.

No mesmo dia, o departamento anunciou a prisão do primeiro suspeito. Além de esclarecer a dinâmica da quadrilha, o Deic identificou seus 12 integrantes. Com ele foram encontradas, além de joias, 10.840 libras esterlinas, pedras preciosas, uma ferramenta para cortar metais e um carro, uma Montana, também apreendidos pela polícia.

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