Morte de garoto causou revolta na região do Jaçanã, zona norte, com protestos nas protestos nas 48h após óbito

Agência Estado

A Justiça Militar concedeu a liberdade provisória ao policial militar Luciano Pinheiro Bispo, de 31 anos, preso em flagrante no dia 27, acusado de matar com um tiro o adolescente Douglas Martins Rodrigues, de 17 anos. Bispo saiu do Presídio Romão Gomes, da Polícia Militar (PM), na noite desta segunda-feira (4).

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A morte de Douglas causou revolta na região do Jaçanã, na zona norte, na semana passada, com protestos nas 48 horas após o óbito, que deixaram a área em clima de tensão por saques, vandalismo e interdições na Rodovia Fernão Dias. Vizinhos reclamaram da truculência da abordagem do PM, que não teria dado nenhuma ordem antes de disparar contra a vítima, sentado no banco do carona. O policial militar afirmou à polícia que a arma disparou sozinha, enquanto ele se levantava do automóvel.

A polícia autuou Bispo em flagrante por homicídio culposo. O inquérito saiu no dia 30 da Justiça comum para a Militar - os casos de homicídios culposos de policiais militares são julgados na primeira. De acordo com o advogado Fernando Capano, o policial pode pegar de 1 a 4 anos de prisão, de acordo com o Código Penal Militar.

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"Nós ainda não vamos falar sobre a linha de defesa, pois não sabemos como será a denúncia do Ministério Público (MP). Isso (prisão em flagrante) não quer dizer que ele seja denunciado por homicídio culposo", afirmou Capano. A decisão de liberar Bispo foi dada pela 3ª Auditoria da Justiça Militar de São Paulo, após um pedido de liberdade provisória da defesa.

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