Após protesto contra reintegração de posse, Marginal Tietê é liberada

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Durante o protesto, manifestantes atearam fogo em objetos no sentido da rodovia Ayrton Senna, na zona norte

Manifestantes bloquearam durante a tarde desta sexta-feira (1º) as pistas da Marginal Tietê, no sentido da rodovia Ayrton Senna, próximo à ponte Governador Orestes Quércia, mais conhecida como "Estaiadinha", entre a região central e norte de São Paulo. O protesto foi contra a reintegração de posse de um terreno que pertence à Prefeitura de São Paulo. A Polícia Militar dispersou os manifestantes e, por volta das 18h, todas as vias estavam liberadas, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). 

Às 16h55 desta sexta-feira, a Marginal do Tietê era a via de maior congestionamento na capital, com 12,2 quilômetros de lentidão nas pistas expressa e local, da Rodovia Castelo Branco ao Rio Tamanduateí.

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Moradores de favela da zona norte de SP interditaram Marginal Tietê nesta sexta-feira (1)

Segundo informações da PM, cerca de 100 pessoas participaram do ato e policiais tiveram que usar bombas de efeito moral e gás lacrimogênico para conter os manifestantes. Policiais continuavam na região para impedir novos bloqueios. A prefeitura disse que tentará fazer um acordo com os moradores da favela.

O grupo também bloqueou a pista local da avenida do Estado no sentido Rodovia Ayrton Senna, na altura da avenida Presidente Castelo Branco, também próximo à Ponte Governador Orestes Quércia. O trecho foi liberado às 18h, segundo CET.

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Todas as pistas ficaram totalmente fechadas no sentido Ayrton Senna das 15h45 às 16h25, segundo a CET. Os manifestantes incendiaram materiais nas pistas da Marginal Tietê, o que impediu o trânsito dos veículos.

Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, o grupo vive em uma ocupação conhecida como Estaiadinha, que fica embaixo da Ponte Estaiada da marginal. A secretaria informou que cerca de 80 famílias ocupam o terreno, que não pode ser destinado à construção de casas porque fica embaixo do viaduto. Em julho, a prefeitura cadastrou 450 famílias, que viviam no local, em programas habitacionais. Depois do cadastro, 80 famílias ainda permanecem no terreno.

“Em julho de 2013, foi firmado acordo com as famílias, logo no início da ocupação, para a desocupação definitiva e pacífica da área. O acordo previa o cadastramento das famílias nos programas habitacionais para receberem unidades habitacionais definitivas até 2016, desde que desocupassem a área. A Secretaria de Habitação cadastrou 450 famílias. O prazo acordado para desocupação era até o final de agosto, mas o acordo não foi cumprido. Das 450 famílias cadastradas, aproximadamente 80 permanecem no local”, informou a secretaria, em nota.

*Com Agência Brasil e com Agência Estado

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