Largo da Batata deve ganhar bonde

Por Agência Estado |

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Veículo não levará ninguém a lugar nenhum, apenas ficará parado como enfeite que remete à história da região

Agência Estado

O Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, deve ganhar um bonde. Mas o veículo não levará ninguém a lugar nenhum, uma vez que ficará parado, apenas como um enfeite que remete à história da região - ponto-final de antigas linhas do serviço, desativado da capital paulista em 1968.

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Com as obras de revitalização da área, a Prefeitura encontrou sob o asfalto da Rua Teodoro Sampaio trechos intactos dos trilhos por onde percorreram durante décadas alguns dos bondes paulistanos. Uma parte desse material, instalado em 1909, foi recuperada e montada na grande praça que se formou na frente da Igreja Nossa Senhora do Monte Serrat.

Agora, a São Paulo Obras (SPObras) negocia com a Secretaria Municipal dos Transportes a possibilidade de arrumar um velho bonde para pôr de enfeite sobre os trilhos, "como forma de preservar e divulgar a memória do bairro". Ainda não há data para isso ocorrer, mas a entrega das obras, iniciadas em 2007 (e que já tiveram diversos atrasos), agora está prometida para julho.

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O técnico em máquinas elétricas Feliciano Sousa Santos, de 76 anos, que passa sempre pelo Largo da Batata, aprova a iniciativa. "É interessante, por ser tradicional, creio que ficaria bonito com o bonde." Assim como Santos, o advogado Nelson da Silva, de 69 anos, também costumava andar de bondes na juventude. "Mas eu não acho que faz sentido trazer um bonde para o meio da praça. Já existe um museu para isso na Avenida Cruzeiro do Sul (na região central)."

Já a fiscal de caixa Vânia Hollanda, de 29 anos, crê que só com um pedaço de trilhos pouca gente que passa pelo largo entenderá a intervenção. "Assim, fica praticamente imperceptível. É preciso colocar um bonde de enfeite ou algum tipo de informação para as pessoas compreenderem", afirma Vânia.

Previsão da obra

Uma boa parte das intervenções na região - como a remodelação e melhoria das calçadas, enterramento de redes aéreas, acessibilidade, novo sistema de drenagem, novo e moderno sistema de iluminação pública, novo paisagismo e novo pavimento das via em algumas ruas - deve terminar ainda em 2013, segundo a previsão da SPObras.

Para o próximo ano, ficam ações como alargamento da segunda parte da Rua Eugênio de Medeiros, remoção e transferência da subestação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que está dentro do Terminal de Pinheiros, criação de pista de aceleração e desaceleração na Marginal do Pinheiros adjacente ao Terminal Pinheiros de ônibus e intervenções na Rua Butantã, como enterramento das redes aéreas e obras de drenagem. O custo de toda a intervenção é de R$ 146 milhões. 


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