Dilma lamenta morte de jovem em São Paulo e condena violência contra a periferia

Por Agência Estado |

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Segundo a presidente, "violência contra a periferia é a manifestação mais forte da desigualdade no Brasil"

Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff lamentou nesta terça-feira (29) a morte do jovem Douglas Rodrigues, no último domingo, durante uma abordagem policial. No Twitter, Dilma prestou solidariedade à família e condenou o que chamou de "violência contra a periferia".

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"Assim como Douglas, milhares de outros jovens negros da periferia são vítimas cotidianas da violência. A violência contra a periferia é a manifestação mais forte da desigualdade no Brasil", escreveu a presidente.

Edison Temoteo/Futura Press
Caminhão-cegonha incendiado por manifestantes nesta terça-feira, na rodovia Fernão Dias

Douglas morreu no último domingo atingido por um tiro dado por um policial na região do Jaçanã, zona norte de São Paulo. A morte do jovem causou revolta e protestos violentos na noite de ontem. O policial alega que o tiro foi acidental.

O protesto: Detidos durante manifestação na Fernão Dias são liberados

Nesta terça-feira está marcada uma reunião para discutir a unificação da segurança em protestos entre o governo federal e estadual. Em entrevista à Rádio Estadão, Cardozo disse que articula uma ação integrada para evitar mais problemas e promete um acordo rápido para a união das forças com os Estados afetados por protestos.

Segundo o ministro, é preciso entender as manifestações com órgãos de inteligência e aprofundar a troca de informações entre as diferentes esferas da segurança pública. Ele destacou a importância de conversar principalmente com as polícias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A inteligência, na opinião do ministro, seria para investigar vândalos que se infiltram nos protestos.

"Enquanto as manifestações têm de ser respeitadas e não cabe investigação sobre movimentos sociais, de outro lado quando você tem situações ilegais, em que parece que as pessoas se organizam para agredir outras pessoas, isso não pode ser ignorado pelos órgãos de inteligência policial", disse.

O ministro da Justiça discordou da necessidade do acionamento da Força Nacional de Segurança para conter os protestos em São Paulo. Cardozo argumentou que a Força deve ser acionada quando não há efetivo policial suficiente, o que, na opinião dele, não é o caso de São Paulo. "Eu não vejo necessidade em um primeiro momento (de convocação da Força Nacional de Segurança). É mais uma questão operacional que deve ser acertada. São Paulo é um Estado forte, possui um grande contingente policial e não creio que necessite da Força Nacional de Segurança Pública", disse o ministro.

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