Após incêndio, melado pode ter contaminado rio no interior de São Paulo

Por Agência Brasil |

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Cerca de 200 a 300 toneladas de açúcar derretido pode ter sido escoado para rio São Domingos, segundo Cetesb

Agência Brasil

Técnicos da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) seguiram, no fim da manhã desta segunda-feira (28), da agência de São José do Rio Preto, no interior paulista, para Santa Adélia, onde foram checar a possibilidade de contaminação das águas do Rio São Domingos, devido ao incêndio ocorrido sexta-feira (25) no depósito de açúcar da empresa de logística Agrovia.

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Segundo nota divulgada pela Cetesb, em torno de 200 a 300 toneladas do açúcar queimado e derretido podem ter sido escoados para o leito do rio, que nasce em Santa Adélia e corre pelos municípios de Pindorama, Catanduva, Catiguá e Uchoa, até chegar ao Rio Turvo. A Cetesb informou, em nota, que recebeu denúncias da ocorrência de "uma mortandade de peixes" em Catanduva.

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Um dos técnicos da companhia, José Mário Ferreira de Andrade, explicou que o xarope não é tóxico, mas que, em função da grande quantidade de material e da excessiva carga orgânica que contém, há diminuição do oxigênio dissolvido na água e pode haver mortandade de peixes nos rios. A nota da Cetesb informa ainda que pelo menos 700 toneladas desse líquido podem ter sido contidas por barreiras improvisadas com terra.

O incêndio de sexta-feira destruiu um dos dois depósitos da Agrovia, onde havia cerca de 28 mil toneladas de açúcar de dez usinas daquela região e que seguiram, por via férrea, para o Porto de Santos.


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