Coronel da PM tem a clavícula quebrada e a arma roubada em protesto em SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo a Polícia Militar de São Paulo, 92 pessoas foram detidas após confronto no Terminal Parque Dom Pedro 2º

A Polícia Militar (PM) deteve 92 pessoas após manifestação pelo passe livre terminar em depredação de ônibus, caixas eletrônicos e cabines de venda de bilhetes no Terminal Parque Dom Pedro 2º, no centro da capital paulista. Durante confronto, o coronel Reynaldo Simões Rossi, comandante do policiamento da área central, teve a clavícula quebrada a sua pistola .40 e um rádio comunicador roubados, informou a PM.

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Assista abaixo ao vídeo que mostra o momento em que o policial é agredido:

“O coronel PM Reynaldo teve a clavícula quebrada e muitas escoriações na região da face e cabeça, sendo socorrido no Hospital das Clínicas junto com o auxiliar, que teve ferimentos e passa por atendimento médico”, informou, em nota a PM. Em foto disponibilizada pela polícia, é possível ver uma pessoa mascarada batendo com uma madeira nas costas e na cabeça do coronel.

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Gabriela Bilo/Futura Press
Coronel é socorrido após sofrer agressões durante protesto na capital paulista, nesta sexta-feira (25)


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Os detidos foram encaminhados para o 78º Departamento de Polícia (DP) e para o 2º DP. Segundo a polícia, houve infiltração de criminosos entre os manifestantes.

Segundo a PM, no terminal, os integrantes do black block, quebraram orelhões, extintores, catracas, 15 caixas eletrônicos, bilheterias, banheiros, quiosques, picharam as colunas, depredaram vários ônibus e instalações. Também atearam fogo em cones e alguns mascarados roubaram cerca de R$ 1.500 de uma cabine do terminal.

Na região da 25 de Março, portas de todas as lojas foram amassadas na ladeira General Carneiro com praça Manoel da Nóbrega e na loja Ibis os vidros quebrados e paredes pichadas. Diversos bancos como Santander, HSBC, Bradesco, Itaú e Safra, além da Defensoria Pública e Edifício Cidades também tiveram os vidros quebrados. Na rua Alvares Penteado quebraram os vidros da subprefeitura Sé e do Magazine Luiza. Na rua Rangel Pestana, o banco Santander também teve os vidros quebrados. A AES Eletropaulo, na rua Tabatinguera, foi toda pichada. Diversas lixeiras e orelhões da área central destruídos.

A Tropa de Choque chegou a disparar bombas de efeito moral. Nesta manhã, prefeitura e empresas privadas faziam a limpeza após a noite de destruição.

Em protesto em São Paulo, grupo invade terminal e queima ônibus. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressÔnibus foram depredados e queimados no Terminal Parque Dom Pedro 2º em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressPolicial é ferido em invasão ao terminal Dom Pedro 2º, na região central de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestante depreda agência bancária durante protesto. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes depredam ônibus, caixas eletrônicos e catracas em invasão ao terminal Dom Pedro 2º. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressÀ tarde, manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) realizam protesto em frente ao Teatro Municipal, no centro de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) realizam protesto por melhoria do transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) saem em passeata pelas ruas do centro de São Paulo . Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) realizam protesto por melhoria do transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressMuitos manifestantes estavam mascaradas, a estratégia usada pelos black blocs. Foto: Gabriela Bilo/Futura Press

A passeata organizada pelo Movimento Passe Livre começou pacificamente no Theatro Municipal, passou por ruas do centro antigo da cidade, pela Avenida Tiradentes e seguiu para o Terminal Dom Pedro, na Sé.

* Com Agência Brasil

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