Manifestantes mascarados teriam arrombado laboratório e causado confronto com a polícia em protesto no sábado

Agência Estado

A Polícia Civil reúne provas de que manifestantes adeptos da estratégia black bloc foram os principais responsáveis pela invasão e depredação do Instituto Royal, na sexta-feira (18) e pelos tumultos ocorridos sábado (19), durante uma manifestação de ativistas, em São Roque, interior de São Paulo.

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A investigação apurou que, nos dois eventos, os manifestantes mascarados assumiram a frente das ações. Na madrugada de sexta, eles arrombaram portas e portões para a entrada dos ativistas e foram os responsáveis pelos maiores danos no interior do Royal. Durante a ação, os ativistas levaram 178 cães da raça beagle usados em testes de medicamentos.

Veja fotos do protesto de sábado (19):

A investigação aponta que na manifestação de sábado, contra o uso de cães como cobaias, os mascarados avançaram sobre o bloqueio policial, causando a reação que originou o tumulto. Para dispersar os manifestantes, a Polícia Militar fez uso indiscriminado de bombas de efeito moral e de balas de borracha. Os ativistas não conseguiram evitar que os mascarados depredassem e ateassem fogo em uma viatura da PM e em dois veículos de uma emissora de televisão. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas e quatro foram presas.

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A polícia investiga os crimes de furto, danos e ameaça, já que funcionários teriam sido ameaçados. No caso dos mascarados, pode ser incluído o crime de associação criminosa.

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No domingo (20), os dois homens que continuavam presos em São Roque sob a acusação de danos ao patrimônio - teriam participado do ataque à viatura - foram libertados por meio de habeas corpus.

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