Protesto de estudantes tem confronto entre polícia e black blocs em SP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Manifestantes foram detidos depois que grupo invadiu loja de móveis na região da Marginal Pinheiros, na zona oeste

Manifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes vão às ruas no dia dos professores em São Paulo. Foto: Futura PressProtesto em Curitiba marca o dia do professor. Foto: Vagner Rosario/Futura PressProtesto em Curitiba marca o dia do professor. Foto: Vagner Rosario/Futura PressProtesto em Curitiba marca o dia do professor. Foto: Vagner Rosario/Futura PressProtesto em Curitiba marca o dia do professor. Foto: Vagner Rosario/Futura PressProtesto em Curitiba marca o dia do professor. Foto: Vagner Rosario/Futura PressConfronto entre integrantes do grupo Black Bloc em protesto do dia dos professores, na Praça Sete, em Belo Horizonte (MG). Foto: Alessandro Buzas/Futura PressConfronto entre integrantes do grupo Black Bloc em protesto do dia dos professores, na Praça Sete, em Belo Horizonte (MG). Foto: Alessandro Buzas/Futura PressConfronto entre integrantes do grupo Black Bloc em protesto do dia dos professores, na Praça Sete, em Belo Horizonte (MG). Foto: Alessandro Buzas/Futura PressConfronto entre integrantes do grupo Black Bloc em protesto do dia dos professores, na Praça Sete, em Belo Horizonte (MG). Foto: Alessandro Buzas/Futura PressConfronto entre integrantes do grupo Black Bloc em protesto do dia dos professores, na Praça Sete, em Belo Horizonte (MG). Foto: Alessandro Buzas/Futura PressConfronto entre integrantes do grupo Black Bloc em protesto do dia dos professores, na Praça Sete, em Belo Horizonte (MG). Foto: Alessandro Buzas/Futura PressBlack Blocs tentaram impedir o trabalho da TV Globo durante o protesto em SP. Foto: Dario Oliveira/Futura PressO alvo foi o repórter  José Roberto Burnier. Foto: Tiago Mazza/Futura PressDurante algum tempo, os Black Blocs seguiram o funcionário da Globo para atrapalhar a gravação. Foto: Tiago Mazza/Futura PressEstudantes das três universidades públicas paulistas  protestam no dia do professor, um ato em defesa da educação pública no Estado. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILEstudantes das três universidades públicas paulistas  protestam no dia do professor, um ato em defesa da educação pública no Estado. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILEstudantes das três universidades públicas paulistas  protestam no dia do professor, um ato em defesa da educação pública no Estado. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILEstudantes das três universidades públicas paulistas  protestam no dia do professor, um ato em defesa da educação pública no Estado. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILEstudantes das três universidades públicas paulistas  protestam no dia do professor, um ato em defesa da educação pública no Estado. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILEstudantes das três universidades públicas paulistas  protestam no dia do professor, um ato em defesa da educação pública no Estado. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILEstudantes das três universidades públicas paulistas  protestam no dia do professor, um ato em defesa da educação pública no Estado. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILNa capital paulista, os manifestantes começaram o ato no Largo da Batata. Foto: Tiago Mazza/Futura PressO dia dos professores, comemorado nesta terça-feira (15), registra protestos em várias capitais do País . Foto: Ariel Subirá/Futura PressNo Rio de Janeiro, o ponto de encontro é a Igreja da Candelária, no centro. Foto: Ariel Subirá/Futura PressEm São Paulo, antes do protesto pela educação, manifestantes sem teto também fizeram um ato. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILIntegrantes do movimento tentaram invadir a Câmara de SP. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Um grupo de manifestantes protestou na noite desta terça-feira (15), dia dos professores, “contra a política educacional” do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O ato começou por volta das 18h no Largo da Batata, zona oeste, e conta, principalmente, com a participação de estudantes da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo era seguir para o Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da cidade, onde iriam esperam ser recebidos pelo governador para exigir, entre outras reivindicações, a eleição direta para reitor da USP.

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Mas, quando o grupo caminhava pela Marginal Pinheiros, sentido zona sul, onde o trânsito está bloqueado, houve confronto com a polícia. Como já estava previsto, a manifestação teve participação de pessoas que usaram da estratégia black bloc, na qual os adeptos se vestem de preto e cobrem o rosto para depredar equipamentos públicos. Tudo começou quando alguns ativistas tentaram pixar um muro na via e foram reprimidos pela Polícia Militar. Os black blocs revidaram com rojões e a PM usou bombas de gás lacrimogênio. Na confusão, alguns manifestantes entraram em uma loja de móveis da região, que acabou cercada.

Ao tentarem escapar por umas das saídas do estabelecimento, alguns estudantes foram detidos. Outros manifestantes tentaram se reunir na rua MMDC, mas a Tropa de Choque foi acionada e avançou contra eles. Por conta disso, os ativistas deixaram um rastro de destruição nas proximidades da estação Butantã do metrô, na linha 4-Amarela. Carros do Consórcio Via Amarela, agências bancárias e ônibus foram depredadas. Os manifestantes acabaram, então, se dispersando.

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A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomenda aos motoristas que evitem seguir pela Marginal do Pinheiros no sentido Interlagos. Mais cedo houve tumulto na avenida Eusébio Matoso: manifestantes destruíram os vidros de uma concessionária na altura do Shopping Eldorado

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A polícia não soube precisar o número de manifestantes. Os organizadores do evento estimam a presença de mil pessoas. Eles estendem cartazes pedindo a saída do governador Geraldo Alckmin (PSDB), e em apoio às pautas dos professores municipais do Rio de Janeiro.

“Neste Dia do Professor, a gente veio lutar pela educação pública, principalmente pela democracia nas universidades aqui no estado. Temos de democratizá-las e abri-las para o povo”, disse Carina Vitral, presidente da União Estadual dos Estudantes.

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“Queremos colocar para o governo do estado um projeto de educação popular que emancipe, que vise o empoderamento dos cidadãos, e não uma educação como tem sido feita agora que, além de sucateada, tem sido uma educação que serve só para reproduzir o sistema e não para emancipar o sujeito”, destacou Giuliane Furno, membro do Levante Popular da Juventude.

“A Universidade de São Paulo tem hoje o estatuto mais atrasado, o mais retrógrado de todas as universidades brasileiras. Como o país teve uma constituinte, nós queremos uma estatuinte em que todos votem nos seus representantes”, ressaltou Magno de Carvalho, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP.

Bala de borracha e PCC

Este é o segundo protesto em São Paulo desde que o governo do Estado permitiu que a Polícia Militar voltasse a usar balas de borracha contra os manifestantes. Questionada se pretende reforçar o efetivo policial, a PM respondeu ao iG que esta informação "é estratégica". "Adiantamos que será suficiente para o acompanhamento", resumiu.

A assessoria de imprensa da corporação não quis responder também se há algum tipo de instrução aos policiais quanto a possível infiltração de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa, no ato. Mas um dos diretores do Diretório Central dos Estudantes consultado pela reportagem afirma que a entidade descarta a possibilidade de lidar com manifestantes infiltrados pela facção criminosa.

Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) não participa oficialmente do protesto. Em clima de homenagem, o sindicato comemora a data no Vale do Anhangabaú, centro da capital. A intenção da categoria é celebrar a data em festa. A entidade afirma que, em caso de protestos futuros, o alerta com a possível infiltração de criminosos entre manifestantes é atribuição da polícia.

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