Manifestantes tentam invadir Câmara Municipal de São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Grupo sem teto foi impedido por policiais; manifestantes seguiram em protesto para a prefeitura da capital paulista

Cerca de 400 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto tentaram invadir a Câmara Municipal de São Paulo, no centro da capital, na tarde desta terça-feira (15), durante protesto. Eles forçaram os tapumes ao redor do prédio, mas foram impedidos por policiais, que usaram gás de pimenta. Após o confronto, manifestantes seguiram em direção à prefeitura. 

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Manifestantes tentando invadir a Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira (15)

O protesto provocou a interdição da rua Maria Paula, na altura da rua Francisca Miquelina, às 14h15, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Após a confusão, 12 representes dos sem-teto foram recebidos pelo presidente da Câmara Municipal, José Américo (PT). O grupo entregou documento com oito reivindicações, pedindo, principalmente, que o plano diretor da cidade seja votado. “O plano diretor foi entregue há três semanas na Câmara e até agora não temos nem data para as audiências públicas. Viemos aqui para cobrar do presidente da Câmara um posicionamento sobre o plano diretor”, disse Boulos.

Na prefeitura da capital, os manifestantes encontraram todas as portas fechadas. A mesma comissão formada por 12 integrantes do movimento recebida na Câmara Municipal deve se reunir com o secretário de Relações Institucionais, João Antônio.

Ricardo Galhardo
Após a tentativa de invasão, funcionários reforçaram a segurança na Câmara Municipal

Segundo Marcondes Luz, da Associação Filhos de Paraisópolis, a comissão vai pedir que a área do Parque Ipê ocupada há cinco dias seja declarada com Zona Especial de Interesse Social. De acordo com Luz, cerca de 400 pessoas ocupam o lugar no momento. A concentração em frente à prefeitura ocorreu de forma pacífica. 

Nesta manhã, entidades ligadas a policiais militares protestaram em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Durante o protesto, um manifestante vestido de Batman prendeu um outro com máscara de Geraldo Alckmin.

Mais protestos

Este é uma das manifestações que acontecem na capital paulista nesta terça-feira. Um ato em defesa da educação organizado por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) deve sair do Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste, às 17h.

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Os alunos, que estão em greve e mantêm a reitoria ocupada desde 1º de outubro, pretendem seguir em direção ao Palácio dos Bandeirantes, onde querem ser recebidos pelo governador Geraldo Alckmin. Entre as reivindicações estão eleições diretas para reitor, votação paritária entre as três categorias (alunos, funcionários e professores) e o fim da lista tríplice, que confere ao governador a escolha do reitor entre os três mais votados.

Este deve ser o primeiro grande protesto em São Paulo desde que o governo do Estado permitiu que a Polícia Militar voltasse a usar balas de borracha contra os manifestantes. Questionada se pretende reforçar o efetivo policial, a PM respondeu ao iG que esta informação "é estratégica". "Adiantamos que será suficiente para o acompanhamento", resumiu. 

Manifestantes e internautas que adotam a tática Black Bloc planejam sair às ruas do Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, João Pessoa, Curitiba e Brasília. Denominado "um milhão pela educação", o ato reivindica "melhoria no sistema educacional público".

No Rio de Janeiro, a manifestação começará na região da Igreja da Candelária, no centro da capital fluminense. Como o último protesto atraiu mais de 20 mil pessoas, a Polícia Militar do Estado admitiu que planeja aumentar o efetivo de policiais. Mas não quis informar quantos PMs deverão ser deslocados para o ato. Ao menos 90 mil internautas confirmaram que vão ao protesto pelo Facebook.

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