Manifestantes descartam preocupação com suposta ameaça do PCC

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Protesto de estudantes não vê possibilidade de infiltração; para professores, alerta é atribuição da polícia

A suposta ameaça de que integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) poderiam se infiltrar em manifestações não é motivo de preocupação para movimentos que irão às ruas de São Paulo nesta terça-feira (15), para marcar o Dia dos Professores.

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Em clima de homenagem, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) comemora a data no Vale do Anhangabaú, centro da capital. A intenção da categoria é celebrar a data em festa. A entidade afirma que, em caso de protestos futuros, o alerta com a possível infiltração de criminosos entre manifestantes é atribuição da polícia.

Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) preparam um ato em defesa da Educação, que começará às 15h, com uma aula pública no Largo da Batata, na zona oeste. A partir das 17h, seguirão para o Palácio dos Bandeirantes, na zona sul, onde esperam ser recebidos pelo governador para exigir, entre outras reivindicações, a eleição direta para reitor. Um dos diretores do Diretório Central dos Estudantes consultado pelo iG afirma que a entidade descarta a possibilidade de lidar com manifestantes infiltrados pela facção criminosa.

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Este deve ser o primeiro grande protesto em São Paulo desde que o governo do Estado permitiu que a Polícia Militar voltasse a usar balas de borracha contra os manifestantes. Questionada se pretende reforçar o efetivo policial, a PM respondeu ao iG que esta informação "é estratégica". "Adiantamos que será suficiente para o acompanhamento", resumiu. A assessoria de imprensa da corporação não quis responder, no entanto, se há algum tipo de instrução aos policiais quanto a possível infiltração de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa, no ato.

Ameaças
A possibilidade de infiltração de membros do PCC em manifestações é aventada como a terceira etapa de uma retaliação a transferências de presos da facção para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), segundo reportagem da Folha de S.Paulo. A primeira etapa seriam pequenos protestos em penitenciárias e a segunda, ataques a prédios das polícias Civil e Militar.

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As ameaças da facção surgiram após a divulgação de detalhes de uma megainvestigação realizada por três anos contra o crime organizado. Entre as possíveis ordens do crime organizado, estariam ataques no período eleitoral e uma "Copa do Mundo do terror".

O Poder Judiciário analisa dois recursos apresentados pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra as decisões de juízes que negaram a transferência da cúpula da facção para o RDD e a decretação da prisão de todos os 175 acusados após a megainvestigação - 16 deles tiveram a denúncia rejeitada. 


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