Termina protesto de estudantes na Assembleia Legislativa de São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ato pedia eleições diretas na Universidade de São Paulo e apoio a greve dos professores no Rio de Janeiro

Futura Press
Estudantes fazem protesto e bloqueiam avenida Paulista

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizaram manifestação nesta quarta-feira (9). O protesto aconteceu em uma das entradas da Assembleia Legislativa de São Paulo, no Ibirapuera. O ato foi em apoio à greve no Rio e pedia democracia na Universidade de São Paulo (USP) e melhorias na rede de ensino. Por volta das 20h, os estudantes já estavam se dispersando.

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De acordo com a Polícia Militar, cerca de 200 participaram do protesto. Organizadores calcularam cerca de 2 mil. Antes, eles caminharam pela avenida Paulista e Brigadeiro Luís Antônio.

“O que coloca os estudantes em greve é uma discussão pela democratização da universidade. Dois pontos para gente são cruciais: a questão das diretas já para reitor, mas também de uma reforma estatuinte. A USP hoje é formada em torno de um estatuto da ditadura militar. Há uma necessidade brutal para que esse estatuto seja reformado”, disse Luísa D’Ávora, do Diretório Central dos Estudantes da USP.

A manifestação dos estudantes adotou um tom comemorativo em razão de a Justiça ter negado, mais cedo, o pedido de reintegração de posse feita pela reitoria. A decisão foi tomada após a audiência de conciliação entre estudantes e representantes da universidade, ocorrida ontem (8), ter terminado sem acordo.

“Essa foi uma primeira vitória dos estudantes da USP, a Justiça hoje declarou que o movimento dos estudantes é um movimento político, democrático e legítimo, e, assim, ele tem de ser reconhecido pela universidade. Para ele ser reconhecido dessa maneira, o reitor tem de sentar, negociar e dialogar conosco”, disse o diretor do DCE da USP, Pedro Serrano.

A ocupação do prédio, iniciada em 1º de outubro, é por eleições diretas para reitor, votação paritária entre as três categorias (alunos, funcionários e professores) e o fim da lista tríplice, que confere ao governador a escolha do reitor entre os três mais votados.

“Nosso objetivo hoje é abrir diálogo com a sociedade, demonstrar que a USP é pública e, para isso, ela tem de ser mais democrática, tem de ter eleição direta para reitor. A bola está na mão da reitoria Nós queremos o diálogo, queremos negociar, estamos esperando que eles deixem de ter uma postura intransigente e receba os estudantes”, destacou Serrano.

* Com Agência Brasil

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