São Paulo volta a permitir uso de balas de borracha para reprimir manifestações

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Secretário de Segurança anunciou criação de força-tarefa para identificar e punir "baderneiros" em manifestações

O governo do Estado de São Paulo recuou da decisão tomada em junho deste ano de não mais usar balas de borracha para reprimir manifestações no Estado. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (08) pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira.

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Gabriela Bilo/Futura Press
Balas de borracha foram proibidas após manifestações em junho

A medida foi anunciada um dia depois da depredação que tomou o centro da capital paulista na noite de segunda, após um protesto pacífico de professores e estudantes. O secretário participou hoje de uma reunião com o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, para tratar da força-tarefa de segurança que será montada para atuar em manifestações.

Segundo Grella, esse grupo será criado para reprimir "baderneiros". O encontro reuniu oficiais da Polícia Militar, delegados e promotores, no auditório do Fórum Criminal da Barra Funda, com missão de "impedir que uma minoria de baderneiros atrapalhe o direito de manifestação".

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Para o secretário, já existem inquéritos, boletins de ocorrência, fotos e filmes para subsidiar os promotores em futuros processos contra manifestantes que abusam da violência.

Em junho: Alckmin proíbe balas de borracha em manifestações

De acordo com ele, a PM deve voltar a usar bala de borracha em ocorrências mais graves, como as dessa segunda, quando foram lançados coquetéis molotov e esferas de metal contra a polícia. "Tem um tenente que corre o risco de perder a visão, porque foi atingido por uma esfera de aço. Em casos como esse, a bala de borracha é justificável", disse Grella.

A proibição do uso de balas de borracha havia sido anunciada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, após manifestantes e jornalistas ficarem feridos durante as manifestações ocorridas em junho. No confronto, policiais foram acusados de disparar balas de borracha a esmo contra a população no centro da capital.

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