Após vandalismo, centro de São Paulo tem dia de limpeza

Por iG São Paulo |

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Duas mulheres e seis policiais ficaram feridos; nove manifestantes foram detidos por dano ao patrimônio

Renato S. Cerqueira/Futura Press
Agência bancária foi alvo de vandalismo

Funcionários de bancos e outros estabelecimentos comerciais do centro de São Paulo tentavam nesta terça-feira (8) minimizar o rastro de destruição deixado pela ação de black blocs durante protesto em apoio aos professores grevistas do Rio de Janeiro. 

Pouco mais de 12 horas após manifestação, quatro quarteirões da Avenida Rio Branco permaneciam com sinais da depredação. Estilhaços de vidro eram retirados, pouco a pouco, de agências bancárias e lojas no cruzamento da Avenida Ipiranga com a Rua dos Gusmões.

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Na avenida, ao menos três bancos foram alvo de vandalismo, além de dois supermercados e um prédio que serve de estacionamento. Na Praça da República, as lanchonetes que foram depredadas já estão limpas, porém as fachadas permanecem sem vidros e com portões empenados. Em um banco também localizado na praça, funcionários começam a retirar os estilhaços.

Prejuízo
Segundo balanço da Polícia Militar divulgado nesta terça, duas mulheres ficaram feridas, uma atingida por uma pedrada na cabeça e outra sofreu escoriações pelo corpo. Seis policiais militares também sofreram ferimentos leves. Nove manifestantes foram conduzidos ao 2º Distrito Policial, por dano ao patrimônio, e liberados em seguida.

Pelo balanço da PM, diversas agências bancárias e lojas do centro da cidade foram depredadas. Na Avenida Rio Branco, foram depredadas uma agência bancária do Bradesco, duas do Santander, uma concessionária de veículos, o supermercado Extra e o Hotel Rio Branco.

No cruzamento da Avenida Rio Branco com a Avenida Duque de Caxias, uma viatura da Polícia Civil, que estava estacionada, foi virada. Na Avenida Duque de Caxias, foram depredadas uma agência do Itaú, duas do Santander e uma da Caixa Econômica Federal. Na Avenida Ipiranga, ficaram destruídas uma loja de roupas, duas agências do Santander e dois restaurantes, o Habib's e o McDonald's.

Protesto
O ato, organizado por cerca de 100 estudantes da Universidade de São Paulo (USP), começou no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP). A PM diz que o grupo se encontrou, posteriormente, com uma outra manifestação que teve início na praça Ramos de Azevedo. Com a junção, o número de manifestantes chegou a 350.

Quando os estudantes estavam próximos à praça da República, um grupo de black blocks atirou uma bomba caseira contra PMs que faziam um cordão de isolamento e o confronto começou. Na confusão, outro grupo virou e depredou uma viatura da PM na avenida Rio Branco, antes de seguir destruindo o mobiliário urbano sem a presença da polícia. Houve corre-corre e atos de vandalismo por toda a região.

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