Protesto de centrais sindicais ocupa faixas da avenida Paulista

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Ato é parte da Jornada Mundial pelo Trabalho Decente, que ocorre nesta segunda (7) em várias partes do mundo

J. Duran Machfee/Futura Press
Manifestantes se reuniram na Praça Oswaldo Cruz

A manifestação organizada por movimentos sindicais que ocupou duas faixas da avenida Paulista no sentido Consolação no final da manhã desta segunda-feira (7) em protesto pela defesa de melhorias nas condições trabalho havia liberado a via às 14h10. O ato fez parte da Jornada Mundial pelo Trabalho Decente, que ocorre nesta segunda em várias partes do mundo.

Os manifestantes se dispersaram após a entrega de um documento a representantes do empresariado no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante o protesto, o tráfego ficou prejudicado por 1,3 km, da Praça Oswaldo Cruz até a região do prédio da Fiesp, na altura da Rua Pamplona. A situação estava normalizada no início da tarde.

Reivindicações
Segundo João Carlos Gonçalves Juruna, secretário-geral da Força Sindical, a campanha mundial é pela regularização do trabalho, sobretudo nos países mais pobres. “Com a globalização, as empresas normalmente procuram onde tem menos organização, onde a legislação é fraca em relação aos trabalhadores, por isso essa campanha mundial”, disse ele.

No Brasil, participam a Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), que são filiadas à Confederação Sindical Internacional. De acordo com os organizadores, os atos foram articulados com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Para Juruna, o Brasil precisa corrigir distorções como a falta de registro em carteira profissional, que faz o trabalhador perder vários direitos; o reconhecimento das convenções coletivas, permitindo melhorias de condições de trabalho, de jornada e no pagamento de horas extras; a redução das demissões imotivadas; e o combate ao trabalho escravo e infantil.

De acordo com Quintino Severo, secretário de Finanças da CUT nacional, a passeata de hoje também é contra a terceirização. “Infelizmente, tramita no Congresso Nacional um projeto que amplia a precarização, amplia as más condições de trabalho no Brasil”, declarou. Outras reivindicações, como redução da jornada de trabalho e discriminação contra mulheres, fazem parte da pauta dos movimentos.

Segundo Severo, antes de seguir para a Avenida Paulista, os manifestantes protestaram em frente a uma concessionária da montadora Nissan para denunciar más condições de trabalho de uma fábrica da empresa nos Estados Unidos. "É uma empresa que não permite aos seus trabalhadores irem ao banheiro. Então, coloca uma condição muito análoga ao trabalho escravo”, disse ele.

*Com informações da Agência Brasil

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas