Temporal causa destruição no interior de SP

Por Agência Estado |

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Danos maiores ocorreram em Anhumas, onde todas as 1.300 casas sofreram alagamento ou algum tipo de dano

Agência Estado

Um temporal com rajadas de vento e granizo causou destruição em cinco cidades do oeste e centro-oeste do Estado de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (02). Meteorologistas descreveram o fenômeno como o início de um tornado. Casas, prédios públicos e redes de energia e telefonia foram destruídos, mas ninguém ficou ferido. Duas cidades estão em situação de emergência.

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Os danos maiores ocorreram em Anhumas, cidade de 3.758 habitantes na região de Presidente Prudente, onde todas as 1.300 casas sofreram alagamento ou tiveram algum tipo de dano. Destas, pelo menos 50 foram destelhadas pelo vento com granizo.

Parte do teto da prefeitura desabou e o prédio ficou alagado. Uma escola que nem chegou a ser inaugurada foi destelhada. Os móveis e equipamentos recém-instalados ou que ainda estavam em caixas foram danificados pela chuva. A cobertura metálica da quadra de esportes foi levada pelo vendaval. Quedas de árvores centenárias deixaram a cidade sem energia e telefone até a tarde.

O prefeito Adaílton Menossi (PTB), que também teve a casa alagada, vai decretar o estado de emergência nesta quinta-feira, 03. "Ele só não decretou ainda porque os computadores da prefeitura foram arruinados pela chuva", disse a secretária Lucimar Ferreti.

Em Regente Feijó, na mesma região, o temporal acompanhado de granizo derrubou árvores e causou o destelhamento de dezenas de casas e queda de muros. De acordo com a secretária de gabinete da prefeitura, Solange Malacrida Brocca, 300 famílias foram atingidas em quatro conjuntos habitacionais - as famílias que ficaram desalojadas se abrigaram em casas de parentes.

A cidade ficou sem energia elétrica até por volta do meio-dia e houve interrupção no abastecimento de água. O prefeito Marco Antonio Pereira da Rocha (PSDB) assinou decreto de estado de emergência que será publicado nesta Quinta-feira.

No centro-oeste do Estado, o vento forte abalou a estrutura do terminal rodoviário de Macatuba e o prédio foi interditado pela Defesa Civil. As vigas principais ficaram retorcidas com a força do vento. O acesso da cidade à rodovia Osni Matheus ficou debaixo d'água.

À tarde, equipes trabalhavam na remoção da lama. Em Agudos, pelo menos dez casas e um centro atacadista ficaram destelhados. A tempestade durou vinte minutos e derrubou várias árvores, atingindo a fiação elétrica. Os bairros Santa Angelina e Jardim Cruzeiro do Sul ficaram sem energia. Um eucalipto caiu sobre uma oficina mecânica, destruindo o prédio.

O temporal causou o transbordamento de córregos e deixou prejuízos em Tupã, no oeste paulista. Duas fábricas da incubadora de empresas tiveram a estrutura danificada. Um posto de saúde, uma escola e o centro de atendimento ao idoso sofreram estragos. Um raio derrubou uma árvore e duas casas foram destruídas - numa delas o portão caiu sobre um carro, mas não houve feridos.

O Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais (Inape) de Araçatuba registrou a formação de um princípio de tornado na região, com mais de 100 km/h. De acordo com o pesquisador João Nery, o fenômeno não era registrado havia oito anos. A base do vendaval passou ao lado de Presidente Prudente e seguiu em direção a Regente Feijó e Anhumas, causando tempestade com raios e granizo.

Taquarituba

No último dia 23, um tornado atingiu Taquarituba, no sudoeste paulista, deixando duas pessoas mortas, 64 feridos e 250 enfermos em razão do fenômeno, além de 510 casas danificadas, 300 pessoas desalojadas, 38 empresas destruídas, cinco instalações públicas danificadas, além de estragos em vias urbanas e no sistema de iluminação pública. O prejuízo foi estimado em R$ 200 milhões.

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