Polícia investiga se gás ou envenenamento matou mãe e quatro filhos na Grande SP

Por Agência Estado |

compartilhe

Tamanho do texto

Nova suspeitas de asfixia por gás levaram a polícia a solicitar uma vistoria no apartamento da família

Agência Estado

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma nova hipótese para as mortes da auxiliar de enfermagem Diná Vieira da Silva, de 42 anos, e de seus quatro filhos, de 7, 11, 12 e 16 anos, cujos corpos foram encontrados na terça-feira (17), no apartamento onde moravam, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Exames toxicológicos vão determinar se as vítimas morreram por asfixia após um vazamento de gás.

O caso: Mãe e 4 filhos são encontrados mortos em condomínio na Grande SP
Prisão: Namorado de mulher morta na Grande São Paulo tem prisão decretada 
Enterro: Corpos de mãe e de seus quatro filhos são enterrados na Grande São Paulo

Marcos Bezerra/Futura Press
Enterro da enfermeira Dina Vieira da Silva, de 42 anos, e dos quatro filhos dela no cemitério Memorial Bosque da Paz,

Outra hipótese é que eles tenham morrido por envenenamento após o consumo de um bolo e suco. Por causa disso, a Justiça decretou na terça a prisão temporária por 30 dias do namorado de Dina. O boliviano Alex Guinones Pedraza, de 33 anos, está detido na Cadeia Pública de Suzano.

As suspeitas de asfixia por gás levaram a polícia a solicitar uma vistoria no apartamento da família pelo Núcleo de Engenharia do Instituto de Criminalística (IC). Peritos estiveram nesta quarta-feira, 18, no apartamento para analisar o sistema de aquecimento de água do imóvel, além da empresa responsável pela instalação do equipamento. O Instituto Médico-Legal (IML) fará também uma análise completa de amostras do pulmão e do cérebro das vítimas.

Nesta quarta o subsíndico do condomínio Parque dos Sonhos Jacarandá, Marcos Franco, foi ouvido no Departamento de Homicídios de Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu o caso. Ele disse à polícia que fez reparos em um vazamento de gás em um chuveiro no apartamento das vítimas. Diná, na ocasião, reclamou do cheiro de gás. Segundo ele, a mulher queria trocar o sistema de aquecimento a gás por um elétrico. A polícia confirmou que havia um vazamento no imóvel, mas não deu a dimensão do estrago. Franco disse não ter sentido cheiro de gás no local.

Cheiro

Edu Silva/Futura Press
Condominio onde foram encontrados os corpos, na Grande São Paulo

A polícia pretende ouvir vizinhos sobre o suposto vazamento. Serão chamados também PMs e a equipe da ambulância que constatou os óbitos no local para saber se eles perceberam algum cheiro estranho.

O apartamento das vítimas foi arrombado por Pedraza, com ajuda de um vizinho e o subsíndico. O chuveiro do banheiro estava ligado. Foram encontrados sinais de vômito e fezes no chão. De acordo com uma análise preliminar, as mortes ocorreram entre a noite de domingo e a manhã de segunda - os corpos foram achados por volta da meia-noite de segunda.

À polícia, o namorado disse que foi ao mercado com a mulher para comprar alimentos no domingo. Ele afirmou ter chegado a beber o suco, que teria sido preparado pela auxiliar de enfermagem. No entanto, ele diz que não consumiu muito por não ter gostado do sabor.

O professor de Toxicologia da USP Ernani Pinto explica que os sintomas mais comuns de asfixia por gás são náuseas, vômito e perda de consciência e confusão mental. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

Leia tudo sobre: ferraz de vasconcelosigspsão paulocrimemorte de família

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas