Adiado em maio, júri de pagodeiro recomeça sem a presença do réu em Guarulhos

Por iG São Paulo |

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Evandro Gomes Correia Filho é acusado de matar a ex-mulher e de tentar matar o filho dos dois, em 2008

Adiado em maio, o novo júri do pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, acusado de matar a ex-mulher, a operadora de caixa Andréia Cristina Nóbrega Bezerra, e de tentar matar o filho dos dois, Lucas, em 2008, recomeçou nesta quarta-feira (11), no Fórum Criminal de Guarulhos.  Há três anos foragido, o pagodeiro não compareceu ao julgamento. A expectativa, segundo a defesa do réu, é que ele se apresente durante a fase de interrogatório.

Adiamento: Novas provas da defesa de pagodeiro adiam júri para setembro em Guarulhos

Marcos Bezerra/Futura Press
A irmã de Andréia Cristina Bezerra Nóbrega, Josinele Bezerra durante julgamento do pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, no Fórum de Guarulhos, nesta quarta-feira


Segundo o advogado do réu, Ademar Gomes, eles não se falam há quinze dias. "Ele está no Nordeste e está vindo. Não sei muito sobre o paradeiro dele", afirmou o defensor, que depois de apresentar novas provas acabou por adiar a primeira data do júri, em maio. O promotor do caso, Rodrigo Merli Antunes, pediu que o juiz rejeitasse as provas. Por precaução, o material foi levado à perícia.

Segundo o relatório do Instituto de Criminalística (IC) entregue na semana passada, o celular do réu já era fabricado em 2007 - não foi especificado a data de aquisição do objeto. Foram transcritas mensagens que a vítima teria mandado a ele, nas quais ela pedia dinheiro. A defesa quer mostrar que Andréia tinha problemas psicológicos e morreu porque se suicidou. Supostos bilhetes de despedida datados de antes da morte foram apresentados à Justiça.

Na versão do réu, Andréia não aceitava o rompimento do relacionamento e queria que os dois criassem juntos o filho. Ela o procuraria insistentemente e, na data do crime, tomou uma atitude "possessiva e ciumenta" e se desesperou quando descobriu que o ex tinha outro filho.

AE
Evandro Gomes disfarçado em coletiva de imprensa, no ano de 2010, em São Paulo

Andréia morreu após cair da janela do terceiro andar do prédio onde morava, em Guarulhos, enquanto o menino foi internado com uma fratura do maxilar, após cair sobre a marquise da edificação. A polícia diz que ela se jogou porque o pagodeiro a ameaçou com uma faca. O filho, hoje com 9 anos, está entre as testemunhas de acusação, que quer mostrar que o réu é violento. "Vamos tentar demonstrar por testemunhas que ele (Evandro) infernizava a Andréia", diz o promotor. "Mesmo com outros relacionamentos e outro filho, ela era a primeira mulher dele. É o primeiro amor que ele não poderia perder".

Para a defesa, a vítima estava, na verdade, desequilibrada. Ex-namoradas que teriam sido perseguidas pela mulher darão o seu depoimento, segundo o advogado. Um parecer do psiquiatra forense será mostrado ao júri para confirmar a linha de defesa de que Andréia estava fora de si.

Para o novo júri, foram também reunidos pela defesa vídeos para serem mostrados aos jurados que não estavam previstos na primeira tentativa de audiência. A maioria são reportagens de TV, nas quais o próprio advogado do réu é o entrevistado. Há também o filme 'Amar foi a minha ruína', de 1955. A protagonista é uma mulher que engana o marido e comete vários crimes por um ciúme descontrolado.

* Com AE

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