Ministério Público dá parecer favorável a prorrogar caso Pesseghini

Por Agência Estado |

compartilhe

Tamanho do texto

Laudo concluiu que Marcelo teve um surto psicótico que o teria levado a assassinar a família

Agência Estado

O Ministério Público de São Paulo concedeu parecer favorável para prorrogar por mais 30 dias o prazo para conclusão do inquérito sobre as mortes da família Pesseghini e para a quebra do sigilo telefônico das vítimas. A decisão constam nos autos do inquérito.

Mais:
Laudos apontam que Marcelo Pesseghini fez tocaia para esperar a mãe
Um mês depois do crime, casa da família Pesseghini tem homenagem em SP

O laudo psicológico anexado ao inquérito concluiu que Marcelo Pesseghini, de 13 anos, teve um surto psicótico que o teria levado a assassinar os pais, a avó e uma tia-avó. De acordo com a perita Vera Lúcia Lourenço, o estudante teve uma "alteração de pensamento" e passou a acreditar que era um "matador de aluguel", inspirado no jogo Assassin's Creed. "Todo o tempo que passava em jogos eletrônicos caracteriza uma fuga da realidade, limitando o contato social".

Reprodução
Foto em site de relacionamento mostra casal de policiais militares e o filho

Segundo a perita, outro fator que levou ao distúrbio foi a educação dada pelos pais, o sargento da Rota, Luís Marcelo Pesseghini, e a cabo da PM, Andréia Bovo Pesseghini, que o colocaram em "um ambiente de banalização da morte" e sem limites em casa. Vera Lúcia tomou como base as testemunhas que disseram que o adolescente foi ensinado a dirigir e a atirar desde cedo. Isso causaria percepção de "ausência da lei".

Ainda de acordo com os laudos periciais, os assassinatos ocorreram por volta de 0h30 de 6 de agosto. Segundo a perícia, depois de ir à escola, Marcelo se suicidou porque teria voltado à realidade e se arrependido dos crimes.

Contradição

O levantamento de arquivos em celulares da família Pesseghini, de um computador e um tablet de Marcelo mostram imagens conflitantes com perfil psicológico do adolescente de 13 anos feito pela perícia técnica, que indica um menino perturbado que pensava ser um matador. Nas fotos, a família aparece unida e feliz. A mãe segura um coração feito pelo filho. O pai faz careta para a câmera dirigindo o carro.

No tablet, uma das primeiras imagens armazenadas era do personagem principal do jogo Assassin´s Creed. Foram realizadas pesquisa no computador da família de termos como "matar os pais" e "sonífero". Os resultados deram negativos.

Leia tudo sobre: caso pesseghinimorte de pmsbrasilândiaigsp

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas