Desfile em São Paulo tem manifestação contra Alckmin e pouco público

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Deputado major Olímpio (PDT) aproveitou intervalo da execução do Hino Nacional para gritar críticas ao governo

Ao menos 18 mil pessoas pessoas assistiram nesta manhã de sábado ao desfile militar do 7 de Setembro, no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo. Participaram do ato cívico quase oito mil civis e militares. O evento, que começou às 9h, ocorreu sem grandes problemas. No entanto, um manifestante aproveito o intervalo do Hino Nacional para protestar. 

No País: Desfiles cívicos têm reforço na segurança e público escasso

O desfile 7 de Setembro em São Paulo foi realizado no Sambódromo do Anhembi. Foto: Futura PressPoliciais militares durante desfile no feriado da Independência em São Paulo. Foto: Futura PressPúblico foi estimado em 18 mil pessoas. Foto: Futura PressMuitos lugares na arquibancada ficaram vazios. Foto: Futura PressNa arquibancada, houve manifestação contra o governador Geraldo Alckmin. Foto: Futura Press

O manifestante era o deputado estadual Major Olímpio (PDT), que aproveitou os minutos de silêncio na execução do hino para cobrar do governador Geraldo Alckmin uma posição sobre as denúncias de formação de quartel nas licitações do transporte público. Ele também pediu melhores salários para os policiais.

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O público também não foi o maior já visto em desfiles na capital. Não faltavam lugares vagos nas arquibancadas ao longo da passarela do Anhenbi. A aposentada Nadir Galena, 70 anos, disse que gostou muito dos desfiles das escolas militares. “Maravilhoso. Muito bem organizado”, resumiu a aposentada que costuma participar das comemorações da independência.

Pela primeira vez no desfile, o montador Leandro Santos estava um pouco decepcionado, pois espera ver mais veículos militares blindados. “Esperava mais. Não teve tanque de guerra. Eles precisavam mostrar isso.”

Protestos e 'Grito dos Excluídos'

As manifestações na capital paulista foram pacíficas e sem ocorrências registradas pela Polícia Militar de São Paulo. Havia dois pontos de concentração de protestos. O primeiro, na Praça da Sé, reuniu cerca de 500 pessoas. Na Avenida Paulista, 350 manifestantes que, segundo a CET, ocuparam duas faixas no sentido Consolação, junto à Praça Oswaldo Cruz.

Os números foram divulgados pela PM, que informou ainda que os dois protestos fazem parte do Grito dos Excluídos. Tradicionalmente participam do movimento igrejas, pastorais, movimentos sociais e populares e centrais sindicais.

Este ano, o 19º Grito dos Excluídos tem como tema a juventude, com o intuito de chamar a atenção para os problemas encarados principalmente por jovens de periferia. Em São Paulo, o ato começou às 8h na Catedral da Sé.

*com Agência Brasil

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