Após 5 dias de greve, empresa de ônibus deixa de operar na zona oeste de SP

Por iG São Paulo |

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Desde sábado, dia 31, motoristas e cobradores da viação estavam em greve pelo atraso no pagamento de salários

A empresa de ônibus Oak Tree, que atende a zona oeste de São Paulo, deixou de operar, informou na manhã desta quinta-feira (05) a São Paulo Transporte (SPTrans). Desde sábado, dia 31, motoristas e cobradores da viação estavam em greve pelo atraso no pagamento de salários. A paralisação rendeu R$ 59 mil em multas para a empresa, responsável por nove linhas da região oeste e pelo transporte diário de 42 mil passageiros.

Ontem: Ônibus da zona leste da capital voltam a circular após fim de greve

Alex Falcão/Futura Press
Garagem da Viação Oak Tree ficou fechada desde o sábado, quando começou a greve

A SPTrans informou na tarde desta quarta-feira (04) que vai reforçar o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) para atender as linhas suspensas. Nesta manhã, 62 ônibus circulam pelo sistema, o que corresponde a 75% da frota da Oak Tree.

Nos próximos dias, o Consórcio Sudoeste, formado pelas viações Transppass e Gato Preto, vão assumir as linhas operadas pela Oak Tree, "mediante entendimento formalizado na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo", disse, em nota, a SPTrans.

Zona leste

A Secretaria Municipal de Transportes e a SPTrans informaram que estão acompanhando a operação da Viação Itaquera Brasil/Novo Horizonte, que atua em parte do sistema de transporte público na zona leste de São Paulo. Somente em 2013, a empresa recebeu 9.231 multas por conta de problemas no serviço prestado à população.

Do total de autuações emitidas à viação, as principais são por descumprimento de intervalos e partidas e por veículos quebrados aguardando socorro no sistema viário.

No mesmo período, a empresa foi alvo de 6.976 reclamações de usuários, todas referentes à qualidade do serviço, sendo que a queixa mais frequente é por excesso de intervalo em suas linhas. Entre os itens mais citados há, também, casos de motoristas que não atendem o sinal de parada, direção perigosa, e descumprimento de partidas.

*Com AE

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