Termina protesto que interditou a Marginal Tietê nesta manhã em São Paulo

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Protesto cobrou investigação das denúncias de corrupção envolvendo empresas na formação de cartéis

Agência Brasil

Terminou por volta das 12h30 o protesto organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) na capital paulista. A manifestação, que reuniu 500 pessoas segundo a Polícia Militar, interditou a Marginal Tietê e teve atos em frente às unidades das empresas Alston e Siemens, na zona oeste. Os manifestantes cobravam investigação das denúncias sobre corrupção envolvendo as duas empresas na formação de cartéis em licitações de obras públicas, entre elas de sistemas de metrô.

Mais: Manifestantes interditam faixas da Marginal Tietê em São Paulo

Movimentos sociais, organizações de juventude, trabalhadores e usuários do transporte público protestam nesta quarta-feira, em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressO protesto foi organizado por movimentos de moradores atingidos pela construção de barragens na cidade. Foto: Agência BrasilManifestantes cobravam investigação das denúncias sobre corrupção envolvendo as duas empresas na formação de cartéis em licitações de obras públicas. Foto: Agência BrasilSegundo Polícia Militar, manifestação reuniu cerca de 500 pessoas. Foto: Agência BrasilSegundo militante, cinco municípios foram atingidos pela barragem de Berizal, obra embargada há 16 anos. Foto: Agência Brasil

Segundo os militantes do MAB, as irregularidades envolvendo as duas empresas não afetam apenas a qualidade do transporte, já que elas fornecem também componentes para a construção de usinas hidrelétricas.

Elane Rodrigues, dirigente do MAB na região de Alto Rio Pardo, norte de Minas Gerais, participou do ato. De acordo com ela, cinco municípios foram atingidos pela barragem de Berizal, obra embargada há 16 anos por irregularidades em licenciamentos ambientais.

A militante contou que durante todo esse período a cidade viveu um clima de inquietação com a indefinição sobre o futuro da barragem. “A cada ano, eles dizem que vão retornar a obra, mas não sentam [para dialogar] com os atingidos”, relatou.

Além disso, ela conta que os municípios enfrentam problemas trazidos pelo aumento do número de habitantes, que chegam trazendo doenças e incentivando a prostituição. “Em 2010, o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] fez um levantamento, 750 famílias seriam atingidas pela barragem. Já se passaram dois anos, então o número de famílias aumentou e as pessoas ficam com aquele medo de ter de sair da sua região”, disse ela.

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