Liminar da Justiça impediu paralisação dos ônibus em São Paulo

Por Agência Estado |

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Paralisação seria das 4h30 às 7h, mas foi suspensa após decisão. Em Fortaleza, houve confronto com a polícia

Agência Estado

A falta de adesão dos trabalhadores do transporte coletivo de São Paulo ao Dia Nacional de Manifestação e Luta, convocado por centrais sindicais, não diminui a força das manifestações, afirmou o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, na manhã desta sexta-feira (30).

Entenda: Centrais sindicais realizam dia de mobilização com protestos pelo País

"A paralisação seria apenas simbólica, das 4h30 às 7 horas", explicou. "Como houve uma liminar da Justiça, decidimos suspender essa manifestação. Mas o protesto continua." Os funcionários do transporte público da capital também não participaram do último ato conjunto organizado pelos sindicatos, no dia 11 de julho.

Força Sindical realizam protesto no viaduto Santa Ifigênia, no centro de São Paulo (SP). Foto: Futura PressEstudantes e funcionários fecharam entrada principal da universidade, na zona oeste de SP. Foto: Futura PressProtesto de centrais sindicais na avenida Cândido de Abreu, no centro cívico de Curitiba (PR)
. Foto: Vagner Rosario/Futura PressEstações BHBus Barreiro e Diamante amanheceram fechadas, em Belo Horizonte (MG), nesta sexta. Foto: Futura PressColetivos não deixaram a garagem nesta manhã em Salvador (BA) devido paralisação da categoria. Foto: Futura PressÔnibus não circularam em Salvador (BA) nesta manhã de sexta-feira. Pontos ficaram lotados. Foto: Futura PressCom bloqueios, paulistanos desceram dos ônibus na ponte do Socorro, em São Paulo, e seguiram a pé ao trabalho. Foto: Futura PressMembros de centrais sindicais bloqueiam trânsito na ponte do Socorro, em São Paulo. Foto: Futura PressPoliciais do GOE acompanham manifestação pacífica na Avenida Guilherme Shell, em Canoas (RS). Foto: Futura PressCategoria dos bancários no Rio de Janeiro também participa do Dia Nacional. Foto: Futura PressSindicato dos Aposentados fez vigília em frente ao posto do INSS no centro de São Paulo . Foto: FuturaCidades amanheceram com as manifestações. Na foto, membro da CUT bloqueia avenida de Canoas (RS). Foto: Futura Press

De acordo com o sindicalista, os atos desta sexta-feira têm a intenção de demonstrar a insatisfação dos trabalhadores ao governo da presidente Dilma Rousseff. "Temos uma pauta de reivindicações entregue à presidente Dilma antes das eleições, com a qual ela concordou, mas, lamentavelmente, depois de eleita, não cumpriu", reclamou. Entre as reivindicações estão o fim do favor previdenciário e a redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas.

Paulinho destacou ainda o combate à atual política econômica. "Retomada da inflação, juros altos e câmbio disparado levam ao desemprego", disse à Rádio Estadão. Segundo o presidente da central, os sindicalistas pretendem encerrar as mobilizações por volta das 11h.

Fortaleza

Usuários e manifestantes depredaram equipamentos dos terminais e nos ônibus de Fortaleza na madrugada desta sexta-feira, 30. Os sete terminais de integração e a Rodoviária Interestadual foram atingidos. Manifestantes, entre professores e estudantes, ocupam também a Assembleia Legislativa.

Estão parados na capital do Ceará, no Dia Nacional de Mobilização e Greve, motoristas de ônibus, servidores federais, professores e estudantes das redes oficiais municipal, estadual e federal. Houve confronto nos terminais com disparos de tiros e bombas de gás.

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