Capitão do Bombeiros relata que baixa visibilidade e riscos de novos desabamentos dificultam resgates na zona leste

Ao menos 35 operários trabalhavam quando um prédio em construção cedeu na zona leste de São Paulo. Os trabalhos de resgate às vítimas já alcança cinco horas e não há previsão de chegar ao fim. Segundo a capitão Marcos Palumbo, responsável pela ação dos Bombeiros, os escombros foram um quebra-cabeça. "O maior risco agora é o de novos desabamentos. Lá dentro está um quebra-cabeça para nós".

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Dezenas de vítimas foram resgatas com vida nas últimas horas, desde 8h30, mas a corporação acredita que o número de vítimas deve aumentar. As equipes também já encontraram corpos no local. "Quanto mais o tempo passa, mais difícil encontrar alguém com vida. O nosso trabalho é subir os escoramentos para fazer túneis que levem ar até os sobreviventes", explicou Palumbo.

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As causas do acidente não foram esclarecidas. Mais cedo, populares relataram ter ouvido uma explosão antes do desabamento. Antigamente funcionava um posto de gasolina no local. A relação logo foi descartada pela corporação. "Não há cheiro de combustível, nem sinal de incêndio. O indício é de colapso estrutural".  

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