Colegas de Marcelo Pesseghini disseram que ele afirmou na escola, no dia seguinte, que tinha matado a família

O delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Itagiba Franco, responsável pelo inquérito sobre a morte da família Pesseghini , em São Paulo, afirmou nesta quarta-feira (21) que considera que os depoimentos colhidos ontem (20) foram "muito importantes" para as investigações. Ao menos duas crianças que estudavam com Marcelo Bovo Pesseghini disseram à polícia que o garoto afirmou na escola, na segunda-feira (05) após o crime, que teria matado os pais, a avó materna e a tia-avó.

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Segundo o inquérito, Marcelo foi à escola na manhã da segunda-feira, dia 5, e contou aos colegas que cometeu os crimes durante a madrugada. Após isso, de acordo com a versão policial, ao voltar para casa, na zona norte da capital paulista, o garoto cometeu suicídio.

O delegado aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia para concluir o inquérito. Em frente ao prédio do DHPP, Itagiba disse que "a chegada dos laudos poderá fechar o caso".

Itagiba informou que esteve no IML ontem e que os laudos que irão determinar as causas e os horários aproximados de cada uma das morte devem ficar prontos na próxima semana. Os laudos periciais continuam sem previsão.

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Nesta manhã, o delegado ouviu mais uma testemunha. Outro depoimento considerado importante, o da médica de Marcelo, Neiva Damaceno, está programado para a quinta-feira (22). Ela prestaria depoimento ontem, mas não compareceu ao DHPP alegando motivos pessoais. Devido a uma doença degenerativa (fibrose cística), a médica acompanhava o menino desde que ele tinha um ano de idade. Cerca de 35 pessoas já prestaram depoimento sobre o caso.

*Com informações da AE

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