Corpo de aposentada que morreu durante protesto em São Paulo é sepultado

Por Agência Estado |

compartilhe

Tamanho do texto

Mulher de 66 anos morreu após passar mal durante o protesto no centro de São Paulo, nesta quarta-feira

Agência Estado

O corpo da aposentada Leoni Maria de Sena Fonseca, de 66 anos, que morreu após passar mal durante o protesto de quarta-feira (14), no centro de São Paulo, foi enterrado nesta sexta-feira (16). Leoni estava em ônibus que foi obrigado a parar devido ao confronto entre a Polícia Militar e manifestantes que tentavam invadir a Câmara Municipal de São Paulo, no centro da cidade. A aposentada foi até um comércio na região, onde recebeu ajuda. Ela chegou a ser levada para um hospital, mas não resistiu. A polícia investiga se Leoni teria inalado o gás lacrimogêneo usado pelos policiais para dispersar a manifestação.

Manifestantes entram em confronto com a PM na Câmara Municipal de São Paulo
Imagens: Veja fotos e vídeos dos protestos desta quarta-feira em São Paulo

Veja imagens do protesto:

Confronto de policiais e manifestantes nesta quarta-feira, em São Paulo. Foto: Rocha Lobo/Futura PressLoja de cosméticos teve a vitrine quebrada no centro São Paulo. Foto: iG São PauloAgência bancária danificada durante manifestação. Foto: iG São PauloTropa de Choque da PM foi acionada após confronto em São Paulo. Foto: iG São PauloManifestantes atearam fogo em lixo na rua Maria Paula, no centro da capital, após confronto com a polícia. Foto: iG São PauloReforço policial após confronto entre a PM e manifestantes em frente a Câmara Municipal . Foto: iG São PauloManifestação nesta quarta-feira em São Paulo. Foto: iG São PauloConfusão entre policiais e manifestantes durante protesto em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo. Foto: Renato S. Cerqueira/Futura PressRestos da catraca queimada por manifestante na praça da Sé. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes queimam catraca no meio da praça da Sé. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes estão distribuindo esse adesivo e pedindo para os usuários colarem nos vagões do metrô. Foto: Renan Truffi/iG São PauloMilitantes do PT optam por cartazes e
faixas em vez de bandeiras. Foto: Ricardo Galhardo/iGManifestantes estão perto da Secretaria de Transportes Metropolitanos. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes se reúnem em frente a Secretaria de Transportes Metropolitanos, onde queimaram um boneco . Foto: Renan Truffi/iG São PauloManifestantes queimam boneco em frente a Secretaria de Transportes Metropolitanos. Foto: Renan Truffi/iG São PauloManifestantes carregam um boneco que será queimado em frente a Secretaria de Transportes Metropolitanos. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCara que os representantes do Sindicato dos Metroviários entregará para a Secretaria de Transportes Metropolitanos. Foto: Renan Truffi/iG São PauloOrganizadores se preocupam em relação a presença de grupos radicais e atos de vandalismo pois o objetivo é fazer um protesto pacífico. Foto: Renan Truffi/iG São PauloManifestantes saem do Vale do Anhangabaú e andam pelas ruas do centro de São Paulo. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCapitão Giampaolo decidiu por conta própria colocar uma câmera no peito para "registro das manifestações". Foto: Renan Truffi/iG São Paulo"Ato em São Paulo será diferente dos protestos de junho", diz integrante do MPL. Foto: Renan Truffi/iG São PauloManifestantes começam a lotar Vale do Anhangabaú. Manifestação é contra corrupção no sistema de transportes de SP. Foto: Renan Truffi/iG São Paulo A manifestação pretende passar pelas sedes do Ministério Público Estadual e Defensoria Pública até chegar na Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos. Foto: Renan Truffi/iG São PauloEssa é a primeira manifestação convocada pelo MPL em São Paulo desde a série de protestos organizados pelo grupo no mês de junho. Foto: Renan Truffi/iG São PauloIntegrantes do Movimento Passe Livre (MPL) em parceria com o Sindicato dos Metroviários realizam protesto contra a corrupção e por um transporte público de qualidade. Foto: Futura PressManifestantes começam a se reunir no Vale do Anhangabaú. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCerca de 15 integrantes do Movimento Passe Livre estão reunidos no Vale do Anhangabaú . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGBandeira do Sindicato dos Metroviários de São Paulo no Vale do Anhangabaú. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iG

À polícia, a gerente do estabelecimento disse que a aposentada chegou ao local passando mal e pedindo socorro. De acordo com o boletim de ocorrência, o Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) foi acionado às 19h44 de quarta-feira. Às 20h05, a gerente teria, novamente, ligado ao Samu, mas nenhuma ambulância chegou até o local. Devido a gravidade do estado de saúde de Leoni, a testemunha disse que recorreu a um posto da Guarda Civil Metropolitana. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), os guardas levaram Leoni até o Hospital da Glória, mas ela não resistiu e morreu.

No relatório médico, a equipe que socorreu Leoni informou que a vítima sofreu parada cardiorrespiratória e arritmia cardíaca. Os médicos tentaram manobras de ressuscitação, sem êxito. De acordo com informações da SSP, o laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) aponta um infarto agudo do miocárdio como causa da morte. O IML descreveu ainda que a vítima apresentava depósito de gordura em uma das artérias. O resultado definitivo do laudo sobre a morte de Leoni, incluindo exames toxicológicos, deve sair apenas em 30 dias.

O caso foi registrado como homicídio culposo - quando não há a intenção de matar - no 8º Distrito Policial (Brás). No entanto, as investigações foram encaminhadas ao 1º DP, da Sé, região onde ocorreu a morte.

Leia tudo sobre: aposentadaprotestoconflitosão pauloigsp

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas