Após exumação e audiência, juiz confirma que Elize Matsunaga vai a júri popular

Por iG São Paulo |

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Ré confessa, Elize responde pela morte e esquartejamento do executivo da Yoki; data do julgamento não foi marcada

O juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5.ª Vara do Júri da Capital, decidiu nessa quinta-feira (15) enviar Elize Matsunaga a júri popular, pela morte do marido, Marcos Kitano Matsunaga, e por ocultação de cadáver. De acordo com o magistrado, há indícios de que Elize teria agido por motivo torpe.

AE
Elize quando foi presa em junho de 2012. Ela confessou ter matado e esquartejado marido

Segundo o texto, Elize matou e esquartejou o marido para vingar-se de uma traição - evitando, assim, que uma amante lhe causasse prejuízos sociais e materiais. Além disso, o homicídio, em maio de 2012, teria o objetivo de ficar com o valor do seguro de vida e a administração dos bens do casal. Marcos Matsunaga era diretor executivo da Yoki.

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A defesa de Elize sempre brigou por uma menor pena possível para a ré confessa. Uma das estratégias foi o pedido de exumação do corpo do executivo. O objetivo era constatar o exato momento da morte do empresário. O primeiro laudo pericial, produzido no ano passado, atesta que Marcos ainda estava vivo quando foi decapitado. Para a defesa, empresário morreu por disparo de arma de fogo e só depois foi esquartejado.

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A defensora Roselle Adriane Soglio argumenta que o novo laudo mostrará que Elize "fala a verdade ao dizer que Marcos morreu pelo disparo da arma de fogo". Consequentemente, o resultado poderia derrubar pelo menos uma das qualificadoras da acusação de homicídio (uso de meio cruel). 

Audiência

A decisão sai como resultado da fase de instrução do processo, que contou com o interrogatório de Elize e de testemunhas de defesa e acusação. No entando, ainda não foi marcada uma data para o julgamento. Quando interrogada, em janeiro deste ano, a ré confessa respondeu às perguntas do magistrado e chorou muito

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Nathália Vila Real Lima, que seria a amante da vítima, também foi ouvida durante os trabalhos. Seu depoimento foi marcado pela exposição de uma foto sua em um site de acompanhantes. A imagem gerou divergência entre os advogados. O advogado que representa Nathalia sustenta que ela é modelo, e não prostituta.

A foto foi exibida pela defesa de Elize, que buscava mostrar que a amante é uma garota de programa. O site onde a foto de Nathalia está exibida é o mesmo onde Marcos conheceu Elize. À polícia, Nathalia chegou a dizer que era acompanhante de executivos e que conheceu Marcos na internet. Ela mudou a declaração depois afirmando que tinha um romance com o executivo.

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