Para o deputado estadual Major Olimpo, a Rota agiu com amadorismo ao não suspeitar das mortes já que o pai estava escalado para uma ação contra o PCC

Foto em site de relacionamento mostra casal de policiais militares e o filho
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Foto em site de relacionamento mostra casal de policiais militares e o filho

O deputado estadual Major Olímpio (PDT) disse nesta quarta-feira que o comando da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) agiu, no mínimo, com amadorismo ao não suspeitar das mortes dos cinco integrantes da família Pesseghini, na chacina ocorrida há dez dias em Brasilândia, na zona norte de São Paulo.

“Falo constrangido: nada funcionou”, disse o deputado policial ao considerar estranho que nenhum integrante da corporação tenha se certificado do que ocorreu com a família diante da ausência do sargento Luiz Marcelo Pesseghini no grupo da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) que seguiu em comboio em direção a Presidente Wenceslau na manhã do último dia 5 para realizar operações contra ações do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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“Havia um planto de chamada. O sargento deveria se apresentar ao batalhão às 5 horas para seguir em comboio às 8 horas e não compareceu. Os corpos só foram encontrados 18 horas depois”, lembra Olímpio, para quem a falha foi determinante para ampliar a tragédia e semear confusão nas investigações.

“O menino poderia ter sido salvo”, diz o deputado. No momento em que policiais e retornaram para o batalhão sem confirmar o que havia acontecido com dois colegas, o menino estava na escola. Lá, uma vez localizado, poderia explicar o que aconteceu.

Olímpio não acredita na versão da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, segundo a qual, o menino matou os pais, a avó, a tia-avó e depois se suicidou com um tiro na cabeça. Caso essa versão venha a ser comprovada, diz ele, Luiz Marcelo, de 13 anos, poderia estar vivo porque teria sido contido ainda na escola. “Ficou claro que o sistema de comunicação falhou”, afirma o deputado policial.

Olímpio diz que o prazo de conclusão do inquérito (30 dias) e ausência de laudos que fortaleçam a hipótese da polícia recomendam cautela antes de se fechar questão em torno da tese da polícia. O que mais o intriga são a rapidez com que se difundiu a versão da polícia e os perfis das vítimas, Andréia e Luiz Marcelo, dois policiais cujas atuações afetavam tanto os desvios internos da corporação quanto o crime organizado.

“Não creio de jeito nenhum em homicídios seguidos de suicídio. Acho que foi um crime premeditado, organizado e executado para eliminar a família confundir a polícia. A hipótese mais provável é que a motivação esteja relacionada a ‘treta’ de polícia”, afirma, explicando que policiais do batalhão em que trabalhava Andréia estão envolvidos em desvios.

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