Pichadores invadem terreno e escrevem nas paredes da casa da família morta em SP

Por Wanderley Preite Sobrinho , iG São Paulo | - Atualizada às

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Muro de vizinhos da casa onde crime ocorreu também foram pichados; "justiça" é a palavra mais repetida

Depois de escreverem a frase “que a verdade seja dita” no portão da família Pesseghini na semana passada, pichadores invadiram o terreno e picharam as paredes da casa pedindo “justiça”. Os muros de alguns vizinhos também foram pichados.

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Muros da casa pichados nesta manhã de segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoPara chegar até a casa, pichadores precisaram pular os muros. Foto: Wandeley Preite SobrinoCasa ao lado direito da residência dos Pesseghini também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoPortão da casa estava pichado desde a semana passada. Foto: Wandeley Preite SobrinoMuro em frente à casa onde ocorreu o crime também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoDona da casa reclamou das pichações em seu muro. Foto: Wandeley Preite SobrinoNotícia do crime completa uma semana nesta segunda-feira. Foto: Wandeley Preite SobrinoMoradora tenta apagar as pichações no muro de sua casa. Foto: Wandeley Preite SobrinoOração fixada no portão da casa onde aconteceu as cinco mortes em São Paulo. Foto: Wandeley Preite Sobrino

Janelas, portas e paredes foram cobertas com as frases, nem todas relacionadas ao caso. Uma oração digitada em papel sulfite sob o título “pelos que regressaram à espiritualidade” foi colada no portão com fita adesiva.

“Depois de uma tragédia dessas, ainda tem quem faça isso?”, questionava uma das vizinhas enquanto tentava pintar as frases em seu muro.

A casa pertencia aos pais de Andreia Pesseghini, que se mudaram para a Brasilândia, na zona norte, há cerca de 50 anos. De acordo com a versão policial, é nessa residência que o garoto de 13 anos cometeu suicídio depois de matar a tiros o pai, a mãe, a avó e a tia-avó na semana passada. Veja imagens da rua nesta segunda-feira:

Escola

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Movimentação em frente ao colégio na volta às aulas

Mais cedo, pais e colegas de escola de Marcelo duvidavam da versão da polícia. As aulas, suspensas desde a última terça-feira (6), foram retomadas na manhã de hoje.

O assédio da imprensa causou confusão em frente ao colégio Stella Rodrigues. Para evitar que os pais se manifestassem, a diretoria pediu que os alunos entrassem direto para a classe. Três viaturas da polícia foram chamadas para fechar a rua até que todos os alunos estivessem estudando.

Investigações

Até o momento, 20 pessoas prestaram depoimento à polícia. Além de ouvir mais pessoas, dois laudos devem ser divulgados esta semana: um vai apontar a distância dos disparos e o outro o horário em que as mortes ocorreram.


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