Assédio da imprensa causou confusão na entrada dos alunos na zona norte; pais têm dúvidas da autoria do crime

Movimentação em frente ao colégio na volta às aulas
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Movimentação em frente ao colégio na volta às aulas

Os pais e colegas de escola do garoto de 13 anos suspeito de matar a família em São Paulo ainda duvidam da versão apontada pela polícia de que ele tenha matado a tiros o pai, a mãe, a avó e a tia e depois cometeu suicídio na semana passada na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Com reformço na segunça, as aulas na escola onde estudava o menino foram retomadas na manhã desta segunda-feira (12).

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O assédio da imprensa causou confusão em frente à escola Stella Rodrigues. Para evitar que os pais se manifestassem, a diretoria pediu que os alunos entrassem direto para a classe. Três viaturas da polícia foram chamadas para fechar a rua até que todos os alunos estivessem dentro do colégio.

Mesmo assim alguns pais falaram com a imprensa, embora preferissem não se identificar. A maioria disse que passou a semana passada acalmando os filhos e evitando que eles passassem muito tempo em frente à televisão. “A gente explicou que essas coisas não acontecessem sempre, não precisa ter medo”, afirmou um deles. “Minha filha ficou assustada, mas nós confiamos na escola.”

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Fachada do colégio onde o menino estudava em São Paulo
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Fachada do colégio onde o menino estudava em São Paulo

A direção da instituição de ensino anunciou a contratação de psicólogos para orientar e acalmar os alunos. “Não acreditamos que foi o menino”, afirmou outro pai. “Investiguem essa história”, aconselhou.

As aulas estavam suspensas desde a última terça-feira (6). As câmeras de segurança do Stellar Rodrigues registraram a chegada do garoto ao local. Segundo a versão policial, Marcelo matou a família, pegou o carro da mãe e foi até a escola, onde dormiu até a manhã de segunda-feira, quando entrou no colégio, estudou o dia todo, voltou para casa de carona e cometeu o suicídio.

Investigações

Até o momento, 20 pessoas prestaram depoimento à polícia. Além de ouvir mais pessoas, dois laudos devem ser divulgados esta semana: um vai apontar a distância dos disparos e o outro o horário em que as mortes ocorreram.

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